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| Os Cadernos de Lanzarote são uma
espécie de diário que Saramago começou a escrever quando mudou-se
para a Ilha de Lanzarote, no arquipélago das Ilhas Canárias, quando da
censura do seu livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo pelo
governo português. Segundo as próprias palavras de Saramago, tudo
começou assim: "Em Janeiro a casa ainda estava em acabamento, meus
cunhados María e Javier, com a participação simbólica de Luís e
Juan José, trouxeram-me de Arrecife um caderno de papel reciclado.
Achavam eles que eu deveria escrever sobre os meus dias de Lanzarote,
ideia, aliás, que coincidia com a que já me andava pela cabeça. A oferta porém uma condição: que eu não me esquecesse, de de vez em quando, mencionar-lhes os nomes e os feitos... Como todos pensam que escrever um diário (e publicá-lo) é "um exercício de narcisismo a frio", Saramago tranqüiliza a todos dizendo que "este Narciso que hoje se comtempla na água desfará amanhã com a sua própria mão a imagem que o contempla." Aqui foram compilados, segundo assuntos escolhido por nós, quatro temas dos quais Saramago escreve nos seios cadernos. |
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