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A
Informática
A
informática passou a ser responsável não apenas pelo controle
do meio ambiente das estufas, mas também serve de sistema de
segurança para seus proprietários. Utilizando-se de softwares
apropriados, através de telefone um produtor pode entrar em
contato com outro. Esta comunicação é feita por serviços de
correios eletrônicos privados. Se a polícia invadir a estufa,
sensores eletrônicos de movimento dão o alarme. Tanto o
material de montagem da estufa quanto os programas de controle
informatizados podem ser comprados por reembolso postal. Uma das
principais vitrines para todos estes equipamentos é a revista
americana High
Times |

Maconha:
verdades
&
mitos |
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As
explosões de consumo, produção e qualidade da maconha
americana são frutos de dois pilares dos anos 90: a cibernética
e a engenharia-genética. É verdade que a nova marijuana também
é filha bastarda da política governamental americana de combate
às drogas. Os plantadores contemporâneos de cannabis não são mais humildes camponeses de países ensolarados
tampouco hippies de comunidades papo-cabeça. Os fazendeiros de
agora dependem menos do solo fértil e do sol e estão cada vez
mais voltados para a tecnologia. São geneticistas, botânicos,
analistas de computadores que montaram suas “fazendas” em
pequenos apartamentos urbanos. Toda uma plantação cabe num
espaço do tamanho de uma cama de casal. Dentro de um prosaico
armário – equipado com lâmpadas de 600 watts, ventiladores,
um sistema de irrigação automática, fertilizantes e um
computador programado para cuidar de tudo – pode-se acomodar
uma fazendinha com cerca de 100 pés de maconha. O faturamento
obtido a partir deste armário high-tech será de US$ 180 mil
por safra. |
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A
nova maconha não se parece nada com a velha planta de folhas
pontudas como uma estrela, e que atinge entre dois e cinco
metros de altura. As espécies contemporâneas são pequeninas
como “Bonsai” aquela árvore miniatura japonesa do tamanho
de um anão de jardim. São peludas e oleosas, com folhas
fechadas como punhos e agregadas em cachos, da cor de ferrugem e
verde bem escuro. Estes mutantes são resultado de misturas de
espécies desenvolvidas dentro de estufas para burlar a repressão
policial exercida no cultivo ao ar livre. A mudança provocou
intenso trabalho de pesquisa genética e tecnológica. Processos
de criação seletiva possibilitaram a cópia dos melhores
exemplares. Passou-se a manipular padrões de luz recebida pelo
vegetal, a quantidade de dióxido de carbono no ar e as
quantidades de nutrientes recebidas pelas raízes. Esses
recursos fazem com que a planta complete um ciclo inteiro de
floração com apenas dois meses. |
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As
Estufas
Na
estufa, um emaranhado de tubinhos de plástico automaticamente
abastece as plantas com nutrientes líquidos, enquanto um tanque
de dióxido de carbono exala eflúvios no ar. Durante 12 horas
por dia, cerca de quatro lâmpadas de sódio de 600 watts de potência
banham as cannabis com
hiperluminosidade. As demais horas são passadas em absoluta
escuridão. O controle de luz deve ser rigoroso, pois vai
determinar a qualidade e quantidade de produção. Mas são as lâmpadas
fortes que denunciam os horticultores à polícia. Os agentes do
DEA (Drugs Enforcemente Agency) verificam que a conta de
eletricidade de um determinado local está absurdamente alta. A
partir disso, invadem o local e destroem a fazendinha, mas
poucas vezes agarram o agricultor. |
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