Mercado de Trabalho

Mismana Militão

O mercado de trabalho em sites de jornalismo alternativo depende mais do que nunca dos anunciantes. É preciso aproveitar as qualidades de cada site como fortes argumentos para que o anunciante seja convencido de que vale a pena colocar dinheiro ali. Dinheiro esse que, um dia, pagará maior número de profissionais exclusivamente dedicados ao webjornalismo.

No Digestivo Cultural todos os colaboradores são remunerados. O site estabelece a produção numa dinâmica profissional. Divulga periodicamente releases sobre a estrutura e boa repercussão do conteúdo que oferece. O objetivo é atrair parceiros e patrocinadores. A repercussão do site na mídia oficial é apresentada como sinal de prestígio. “Desde os e-mails de Millôr Fernandes, José Nêumanne e Mino Carta, passando pelas menções de Daniel Piza (Estadão) e Sérgio Augusto (Carta Capital e OPasquim21), até as recentes de mensagens de apoio de Pedro Dória (no mínimo), Sérgio Dávila (Folha de S. Paulo), Diogo Mainardi (Veja) e Ruy Castro (Estadão)”, apresenta um editorial recente. O crescimento da audiência também é argumento para mostrar que investir no site é rentável.

Ser jornalista formado não é exigência. No Digestivo Cultural boa parte dos redatores são profissionais bem sucedidos em outras áreas como médicos, advogados e engenheiros.  Há uma parceria com a Revista Storm, direto de Lisboa, Portugal e o patrocínio do Submarino. O site anuncia na coluna direita do Digestivo as promoções de livros, CDs e DVDs. Há ainda mais de 20 empresas parceiras do site - Companhia das Letras, Siciliano, Biscoito Fino, BMG, Attaché de Presse dentre outras

No site do CMI todos os redatores são voluntários. É uma escolha do Centro de Mídia Independente nos países onde atua. A instituição funciona como um ong contra a cobertura da grande imprensa nos eventos onde há manifestações populares contra a globalização, os danos à natureza ou ameaça aos direitos humanos. Qualquer cidadão pode ter material publicado no site. A exigência do diploma de jornalista é reduzida à aceitação da política editorial do site.

Cerca de trinta sites parceiros na internet e a MFN consultoria de comunicação  oferecem algum suporte para a revista Novae. A rede de sites colaboradores gera e contribui com conteúdo que circula na revista, que divulga os parceiros, também de produção independente.  

O e-zine Grito é feito por 37 articulistas, a maioria graduada nos cursos de jornalismo, publicidade, administração, marketing, designer ou são webmasteres e ilustradores. Profissionais e estudantes que conciliam a participação no site com o emprego do dia-a-dia. Toda e qualquer colaboração é voluntária. O site vem crescendo cerca de 20% ao mês, um número que surpreendeu até mesmo a equipe produtora. As editoras 2AB e iMAGiNABiLiS estão entre os novos parceiros do site, que estará investindo em breve também na divulgação para o público português.

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O webjornalismo agradece

A vez do leitor

Todos os tons

Eu e meu umbigo

Memória circular

Elevado à potência

 

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