Memória circular

Mismana Militão

Mais do que disponibilizar o arquivo completo com as produções anteriores, os sites de jornalismo alternativo têm aproveitado a memória como recurso para oferecer a informação complementar. Ao ler o texto, o internauta tem disponível link para produções anteriores correlacionadas ao tema da leitura atual. A memória enriquece a informação disponibilizando material para dar o contexto, dados comparativos e fontes diferenciadas.

A revista Novae, assim como o Digestivo Cultural, traz os links de memória disponíveis ao final do texto atualizado de cada seção. Se alguém quer conhecer a proposta da página, pode encontrar junto com o texto atual os principais editoriais publicados e entender a política do site como um todo. A mesma coisa quando se trata de um colunista do e-zine Grito, todo o material produzido por ele está disponível junto ao seu último trabalho.

No Digestivo, é fácil achar qualquer arquivo anterior bem na página principal. Junto com o espaço de cada seção está um caixa de opção que funciona como um busca específico dando os títulos dos textos já publicados. No CMI tem espaço privilegiado. Uma relação das últimas notícias ocupa quase um terço da página principal e as manchetes anteriores seguem abaixo do texto atual.  Cada matéria traz após texto, links para artigos, opiniões e até outras notícias sobre o mesmo assunto.

O recurso da memória também é responsável por reformulações de posicionamento do conteúdo. No Digestivo, os textos mais frequentados ganham destaque na primeira página com todos os comentários que conseguiu atrair  e se transformam em fóruns de discussão.

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