Eu e meu umbigo

Mismana Militão

A liberdade de escolha tão presente nos discursos dos sites de jornalismo independente encontra correspondência na arquitetura do conteúdo quando oferece ao internauta diversos atalhos para circular pela informação. Graças ao recurso da hipertextualidade bem trabalhado. Mas, a opção de definir a estrutura que quer encontrar no site, isto é a  personalização, ainda é coisa rara.

O visitante da Novae e do Digestivo Cultural, por exemplo, podem receber as atualizações direto na sua caixa de e-mail, mas não tem direito a definir quais as informações quer priorizar, quais prefere dispensar. A mesma mensagem é distribuída a todos os assinantes indistintamente. A homogeneidade também ocorre no envio do Boletim do CMI aos seus leitores.

Mais comum, o instrumento de busca oferece ao internauta a opção de personalizar o conteúdo através de datas ou palavras-chaves. O material selecionado faz com que textos produzidos anteriormente sejam tão presentes à leitura quanto os publicados naquele minuto. A seleção liberta o leitor da organização cronológica. A navegação se personaliza. O visitante do site CMI escolhe ainda a mídia e o idioma. No Digestivo Cultural , cada seção tem uma ferramenta de busca específica.

Os sites de jornalismo alternativo têm investido na agilidade e amplitude do material disponível a memória e personalização. A Novae e Digestivo Cultural, por exemplo disponibilizam a tecnologia do maior site de busca do mundo, o Google.

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