A vez do leitor

Mismana Militão

Quando entra no Digestivo Cultural, o internauta participativo nem reclama do “pop up”. Ele sabe que ali vai estar o comentário que ele mandou por e-mail. O leitor lê os textos do editor, Júlio Daio Dorges e anexa na hora seu texto na área que funciona como um Blog. A atualização é quase imediata. Há um indicativo do número de acessos/ dia e quantos estão na página. Com a iniciativa, os processos interativos são valorizados. 

Para fazer o leitor aparecer junto com o material do site, existem ainda os fóruns para os textos que receberam maior repercussão. Os comentários referentes aos colunistas e ensaístas do site são postos logo abaixo de cada texto. E o internauta, é claro, responde à altura. De acordo com o editorial do Digestivo, até meados de setembro de 2002, foram mais de 100 spots no blog e cerca de 2 mil comentários.

Ao mesmo tempo em que se torna material integrante do site, o leitor do Digestivo Cultural garante a atualização 24h por dia nos sete dias da semana. A cada instante um comentário atualiza o texto que estimulou a participação do leitor. Só precisou de uma semana de funcionamento do Blog para comprovar o sucesso. Houve um aumento na visitação (de mil a 1500 visitantes/dia) e na impressão de páginas (2 mil a 3 mil pageviews/dia). A boa acolhida ainda gerou citações por Sérgio Augusto, em OPasquim21, também a entrevista do Editor do Digestivo Cultural à revista Play e a publicação do texto "A internet e o fim do no." na revista Geek, da editora Digerati.

Nos e-zines Grito e Novae as demandas dos internautas aos editores e redatores tem retorno  imediato. O “fale conosco” do Grito funciona mesmo e através do “entre em contato da Novae  é possível até conversar em tempo real como o editor. Os comentários dos leitores não são conectados aos textos publicados, mas, desde 27.9.2002, a revista Novae reserva a seção “Manifeste-se” para os internautas. O espaço  recebeu 415 acessos em quinze dias. Os participantes têm seu e-mail divulgado potencializando ainda mais a rede de participantes. O Grito promove também concursos e publica o material vencedor, que pode ser inclusive uma sugestão da nova camisa do site.

O CMI funciona como uma organização não governamental e suas filiais são chamadas de Coletivos. No Brasil, estão efetivos em seis capitais e no Distrito Federal. Assim, quem quiser entrar em contato tem várias opções de endereços para enviar sua mensagem. A cada final de texto, pode-se enviar o comentário e ver as opiniões já enviadas. As notas dos leitores são expostas com palavras chulas, o que indica a ausência de censura. Mas a porta de entrada para a grande novidade do site está na seção publique . É através dela que o internauta sabe como enviar seu material em qualquer mídia para ser publicado no site. Estão na seção publique a política editorial, os “formulários” para anexar o material e dicas para organizar a publicação.

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