|
|
Deuses
gênese
O mito conta
uma história sagrada; relata um acontecimento que teve lugar no
tempo primordial, no tempo fabuloso das origens.
Mircea Eliade
No começo era
o Caos. Não havia luz e também as trevas não existiam.
Nele, o Grande
Espírito existia sem consciência de sua própria existência. Mas
a sua não-consciência não impedia a sua existência, mergulhada num
sono eterno, sono que pulsava em cadências de expansão e recolhimento.
E este movimento milenar começou a organizar o Caos em ondas de
energia. E passou a existir a consciência dessa energia.
No Caos, o Grande
Espírito conheceu sua própria existência. E sentiu o impulso de
projetar-se pelo espaço infinito, de abrir suas imensas asas e limitar
nelas o Universo então vazio. E começou a vibrar. À medida que se
expandia através do Caos, ia deixando impressa a possibilidade da
existência. A consciência da existência fez vibrar o Caos com intenção.
Formou-se uma energia que se foi reunindo em negros agrupamentos.
E assim surgiu Nix - a Noite. E ela tornou-se a existência das trevas
superiores, envolvendo-as com seu manto negro.
Junto com Nix,
surgiu seu irmão, Érebo, as trevas infernais, inferiores.
E os dois irmãos, unidos, mas tão opostos, coexistiam no Caos. E
assim foi que no Universo, antes vazio, passaram a existir os irmãos
sombrios, Nix e Érebo. Estes, tensionados em si mesmos, explodiram
em luz e, depois desta explosão, numa lentidão que só acontece fora
do tempo, Érebo mergulhou para sempre nas profundezas infernais
e Nix, solta no Caos, agora cheio de Luz, começou a encurvar-se
até transformar-se numa esfera que começou a vibrar, procurando
expandir-se ainda mais. Estavam criadas a luz e as trevas.
Luz e trevas
eram a consciência dualizada. Nix pulsava e se expandia, mergulhada
na luz. E teve a consciência de que a luz era o oposto que a complementava.
E, na tentativa de expansão, na tentativa de tornar-se una com o
éter luminoso, a esfera em que havia se transformado partiu-se ao
meio e as duas metades se separaram. Do esforço único dessa separação
nasceu Eros, o Amor, que ocupou o Nada e impregnou o Universo, despertando
a semente da Vida. O Amor uniu, por fim, a luz e as trevas. As duas
metades de Nix converteram-se, uma na abóboda celeste - Urano, e
a outra na Terra - Géia.
os
deuses olímpicos
O Olimpo era
presidido por Zeus (Júpiter na mitologia romana) e por sua irmã
e esposa, Hera (Juno). Com eles conviviam Possêidon (Netuno), irmão
de Zeus, e suas irmãs Deméter (Ceres) e Héstia (Vesta). Somando
os sete filhos de Zeus - Afrodite (Vênus), Apolo (Apolo), Ares (Marte),
Ártemis (Diana), Atena (Minerva), Hefesto (Vulcano) e Hermes (Mercúrio)
-, estes deuses constituíam os doze olímpicos, sucessores do governo
dos titãs. Em diversas ocasiões, se considera Afrodite filha de
Urano e se acredita que tenha nascido do mar, criada a partir dos
órgãos sexuais decepados do deus e, segundo alguns mitos, Héstia
deixou seu lugar a Dionísio (Baco).
Afrodite
/ Apolo / Ares /
Ártemis / Atena
/ Deméter / Dionísio
/ Hefesto / Hera
/ Hermes / Héstia
/ Possêidon / Zeus
|