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OS GRANDES CRAQUES - III

 

Dejan PETKOVIC

Jogador diferenciado que se destaca entre os demais, o sérvio Petkovic é um fator de desequilíbrio numa partida de futebol. Habilidoso, inteligente e forte, também sabe proteger a bola em meio aos muitos marcadores que se apresentam ao seu combate. Pet é raçudo, brigador, joga com disposição, não aceita perder, características que lhe valeram o apelido de "El Rambo" na Espanha. Meia-atacante completo, sabe voltar para organizar jogadas ofensivas, faz lançamentos precisos, dá passes açucarados, finaliza como ninguém. Extremamente técnico, é conhecido no seu país como o "Zico da Iugoslávia", Petkovic não esconde que se inspira no Galinho para executar suas cobranças faltas mortais. Também em escanteios, o gringo é um perigo. Segundo ele, o gol mais bonito de sua carreira foi justamente o olímpico contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil de 99, na Fonte Nova, jogando pelo Vitória. Temperamental, Petkovic possui uma coleção de técnicos inimigos. Por esta razão, acabou não tendo mai! s oportunidades na Seleção Iugoslava e em outros clubes por onde passou. Ex-atleta também do Radinicki-IUG, Estrela Vermelha-IUG, Sevilla-ESP e Racing Santander-ESP, o sérvio, nascido no dia 10/9/72, em Majdenpek, teve sua maior decepção quando a FIFA proibiu a Iugoslávia, em guerra, de disputar a Eurocopa de 92. Pet era titular da Seleção e vivia sua melhor fase na carreira. Após passagem frustrada na Real Madrid, veio brilhar no Vitória, clube de que se tornou conselheiro. Como o Leão não conseguiu manter seu dispendioso salário, teve de repassá-lo ao Venezia. O Flamengo tratou de tirá-lo da fraca equipe italiana e Pet novamente virou ídolo de rubro-negros brasileiros.

 

OSNY Lopes da Silva

Chegou a ser o menor jogador do futebol brasileiro, devido à estatura de 1,56m. Porém, seu futebol era imenso. Que o digam os zagueiros entortados pelos rápidos e sucessivos dribles desse velocíssimo ponta-direita. Não só preparava jogadas para os companheiros, como também assinalava gols. Sagrou-se artilheiro do Baianão em cinco oportunidades, sendo três com a camisa rubro-negra. Iniciou a carreira em 1968 nos juvenis do Santos e seguiu para o Bangu. Veio para o Vitória e fez sucesso junto com muitos outros excepcionais jogadores, permanecendo de 1972 a 1976. Jogou no Flamengo apenas em 77. De lá, retornou à Bahia para defender os tricolores de 1978 a 1984. No ano seguinte, encerrou a carreira no Leônico-BA.

 

ARTHURZINHO, Arthur dos Santos Lima

O pequenino e hábil meia de 1,62m foi um dos grandes ídolos do Esporte Clube Vitória. Já somava mais de 35 anos e ainda dava espetáculo, conduzindo com rapidez e inteligência o chamado "Time do Povo", do treinador João Francisco. Capitão e líder da equipe campeã baiana de 92, o "Rei Arthur" caiu nas graças da torcida com sua habilidade, sua visão de jogo, sua consciência dentro de campo. Esse carioca, nascido em 13/5/56, rodou o país antes ser coroado na Toca do Leão. Jogou no São Cristóvão-RJ, Fluminense, Operário-MS, Inter, Bangu, Vasco, Corinthians, Botafogo, Fortaleza e Paysandu. O Bahia tentou aproveitá-lo no Brasileiro de 93, mas Arthurzinho, como o time inteiro, não foi bem e passou mais de 5 anos lutando na Justiça contra os calotes tricolores. Já como treinador, teve sua primeira chance no Vitória, em 97, e não decepcionou: abocanhou a I Copa Nordeste e o Baianão. Em seguida, conseguiu o bi da Copa Nordeste com o América-RN. De volta ao Barradão, sagrou-se campeão bai! ano em 2000, sendo demitido em seguida. Arthurzinho chegou a jogar uma partida pela Seleção Brasileira. Foi no dia 21/6/84, em Curitiba, num amistoso contra o Uruguai, quando marcou o único gol do jogo.

 

Carlos ANDRÉ Avelino de Lima

Um dos mais famosos centroavantes do Vitória e, jogadores de destaque na história do Grêmio, André Catimba brilhou com sua raça e seu faro de gol. A origem do apelido refere-se à malandragem dentro de campo. Provocando e atazanando os adversários, criava situações constrangedoras para os seus marcadores. Existem muitas histórias hilárias sobre as armadilhas que ele aprontava para os oponentes. Grande artilheiro que foi, André marcou 172 gols em jogos oficiais pelo Vitória. Mais tarde, em 1989, treinando o Vitória, conquistou o Campeonato Baiano.

 

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