| Home | Tradição | Estadual | B.O. |

 

OS GRANDES CRAQUES - II

 

DIDA, Nélson de Jesus Silva

Basta dizer que foi convocado para a Seleção de juniores após um treino no Vitória. Sagrou-se, então, campeão sul-americano (92) e mundial (93) da categoria, confirmando a tradição de bons goleiros do clube. Sua revelação foi na campanha do vice-campeonato nacional de 93, embora muito jovem. As qualidades foram imediatamente destacadas e tornou-se, aos 20 anos, o mais jovem goleiro a receber a Bola de Prata da Revista Placar. Sua altura (1,95m) é uma arma constantemente usada na difícil vida de goleiro. Dida, às vezes, torna-se um paredão, inclusive fez fama recentemente por defender várias cobranças de pênaltis em poucos meses. Porém, a timidez e a repulsa à badalação têm prejudicado esse baiano de Irará, nascido em 7/10/73 e criado em Alagoas. A imprensa conduz a opinião pública nas críticas, quase sempre injustas, à atuação do goleiro pela Seleção. Por ser quieto e evitar o comportamento explosivo que satisfaz a mídia, Dida acaba encarregado de fracassos coletivos do escret! e canarinho. Foi assim na Olimpíada de Atlanta, nas Eliminatórias de 2000 e em diversas oportunidades. Ignora-se as impressionantes estatísticas do fenomenal guarda-metas para se impor desejos pessoais de figuras indignas do futebol brasileiro.

 

ADOÍLSON Costa

Meia-armador de muita técnica, comandou o time em 95 e 96, tendo sido pouco aproveitado em 97. Ídolo da torcida, Adoílson era o maestro de uma jovem equipe que impôs uma arrasadora hegemonia sobre o tradiconal rival. Nos dois Campeonatos Baianos em que foi a voz da experiência no meio-campo rubro-negro, o Leão passeou sobre os adversários. Nascido em Epitácio Pessoa-SP, começou no XV de Piracicaba em 1984, partindo depois para Corinthians de Presidente Prudente, Corinthians – o da capital --, Maringá e Paraná. Neste último, fez sucesso como peça fundamental nos quatro primeiros títulos do jovem clube (Estaduais de 91, 93 e 94, além da Série B do Brasileiro de 92, na final contra o Vitória). Até hoje, nenhum jogador marcou tantos gols no Barradão como Adoílson. Foram exatamente 27. De falta, de pênalti, de chutes longos ou de dentro da área, ele conseguiu ser o maior responsável pelas alegrias da torcida rubro-negra no seu próprio estádio.

 

RAMÓN MENEZES Hubner

Esse mineiro de Contagem, nascido em 30/6/72, torcedor do Atlético-MG que começou na Escolinha de Futebol do Cruzeiro, foi um dos grandes destaques do Vitória na década de 90. Apesar de ter jogado no Bahia em 93, virou ídolo mesmo quando passou a massacrar os tricolores. Seu melhor momento na carreira foi o Campeonato Baiano de 95, quando marcou 25 tentos. Foi vendido para o Bayer Leverkusen durante a competição, mas seus primorosos gols de falta impediram qualquer concorrente de tirar a larga vantagem na artilharia. A confiança no pé certeiro do meia-atacante era tanta que qualquer "bola parada" nas proximidades da área adversária era antecipadamente comemorada pelos rubro-negros. Falta para Ramón era pênalti. O oportunismo e a habilidade do baixinho matador faziam a equipe marcar gols em profusão. Apesar de ter boas passagens por outros grandes clubes, sendo inclusive campeão brasileiro (97) e da Libertadores (98) no Vasco, nunca voou tanto como nas comemorações dos gols pel! o Vitória. A imitação de aviõeszinhos virou marca registrada. No Baianão 94, quando desembarcou na Toca do Leão, ele só não marcou mais gols que Alex Alves, seu companheiro de time. Troféus não faltam a Ramón, lançado nos profissionais do Cruzeiro aos 17 anos e autor do gol do título sul-americano de juniores de 91da Seleção Brasileira, que perdeu o Mundial contra os anfitriões portugueses na disputa de pênaltis.

 

MAIS CRAQUES...

 
| topo |

________________________________________________________________________________________

 

Copyright© 2000- COM 024/ FACOM- UFBA
Site produzido por: Claudio Leal e Eliano Souza