![]() |
| | Home | Tradição | Estadual | B.O. | |
|
OS GRANDES CRAQUES- I
|
|
Reverenciaremos aqui alguns jogadores que se destacaram no Vitória ou grandes atletas que passaram pelo clube. É claro que cometemos injustiças, esquecendo verdadeiros craques, mas a escolha foi subjetiva e limitada a poucos nomes.
MÁRIO SÉRGIO Pontes de Paiva Meia e atacante apontado por muitos torcedores como o melhor jogador da história do clube, Mário Sérgio foi um craque. Chamado de "Vesgo" por olhar para um lado e tocar a bola para o outro, era um jogador como poucos. Habilidoso, genial, encrenqueiro, rebelde... Seus pontos fortes: excelente visão de jogo, passes e lançamentos perfeitos, dribles fantásticos. Natural do Estado do Rio de Janeiro, onde nasceu a 7/9/50, começou no Flamengo, embora tenha despontado, aos 21 anos, no Vitória – hoje, seu time do coração e a quem honra sendo conselheiro. Seu primeiro título foi o Campeonato Baiano de 72. Nessa época, formou com Osny, Gibira e André Catimba um dos mais célebres ataques do clube. Ídolo incontestável, apelidado de "Reizinho da Toca", saiu do Vitória em 74, após receber duas Bolas de Prata da Revista Placar (ainda ganharia mais duas). Jogou no Fluminense, Palmeiras, São Paulo, foi campeão brasileiro invicto (façanha inigualável até hoje) pelo Internacional em 76 e ganhou o Mundial Interclubes de 83 pelo Grêmio. Um dos mais polêmicos futebolistas brasileiros, Mário Sérgio atuou apenas oito vezes pela Seleção, sem anotar gols. Terminou sua carreira a seu estilo: em 87, no intervalo de uma partida, atuando pelo Bahia, saiu de campo para nuca mais voltar. Como treinador, iniciou-se no Vitória em 88. Dirigiu também, com êxito, o Corinthians, mas preferiu continuar sendo um comentarista de sucesso, que adicionou novos conceitos às transmissões esportivas. Curiosidade: a irreverência de Mário Sérgio não se limitava apenas aos dribles desmoralizantes que aplicava nos adversários e algumas atitudes dentro de campo -- como, por exemplo, ameaçar sair de campo depois de ser literalmente caçado pelo marcador. Mário Sérgio brilhou com a camisa do Vitória, onde começou a pavimentar o caminho para o sucesso, e fez história fora de campo. Um dos primeiros a desfilar pelas ruas de Salvador com um carro modelo SP-2, Mário um dia saiu da Toca do Leão direto para a sede administrativa do clube, que funcionava no 1º andar do Edifício Themis, na Praça da Sé, coração do centro da cidade. Mário Sérgio vestia apenas uma sunga, nu da cintura para cima e descalço, foi impedido de ter acesso ao prédio. Não se deu por vencido: saiu do veículo e gritou para o na época auxiliar de escritório Mário Silva - hoje supervisor do clube - jogar o dinheiro pela janela.Foi atendido, o vento espalhou as notas e Mário teve que catar uma por uma com ajuda de alguns fãs, antes deixar o local com o pé atolado no acelerador do automóvel cantando pneus. (retirado do "Correio da Bahia")
BEBETO, José Roberto Gama de Oliveira Atacante nascido em 16/2/64 na capital baiana, foi revelado nas categorias de base do Vitória. Campeão mundial de juniores pela Seleção em 83, chegou ao Flamengo um ano depois, onde virou ídolo, artilheiro e herói do tetracampeonato brasileiro (87). Brigado com a diretoria, debandou para o rival Vasco e ganhou o Brasileirão de 89. Em 92, arriscou-se indo para o pequeno Deportivo La Coruña-ESP, time que tornou grande, sendo goleador e maior jogador da sua história. Na Seleção, consagrou-se ao lado de Romário com as conquistas da Copa América de 89 e da Copa do Mundo de 94. Ainda foi medalha de bronze em Atlanta (96), quando alcançou a artilharia da Olimpíada. Em seguida, teve passagens apagadas e meteóricas por Flamengo e Sevilla-ESP, retornando ao Vitória, em 97, para faturar a Copa Nordeste e o Campeonato Baiano. Magoou a torcida ao abandonar o clube. Jogou uma partida pelo Cruzeiro (Mundial Interclubes) e correu para o Botafogo. Lá, ganhou o Rio—São Paulo 98. Ainda teve prestígio para ser titular na sua terceira Copa do Mundo, na França. Em 99, embarcou para o México, porém não logrou sucesso no Toros Neza; fez teste no Sunderland-ING, mas não ficou. Tentou o Kashima Antlers-JAP em 2000 e não evitou um fiasco. Recorreu novamente ao rubro-negro baiano. No entanto, a idade já não permitia as belas exibições do passado. Atrapalhou a equipe no Brasileiro e recebeu críticas de todos os lados. Prometeu pendurar as chuteiras. Será?
TÚLIO Humberto Pereira da Costa
Nunca foi um craque, mas marcou época no futebol brasileiro como centroavante oportunista e marketeiro. Autopromovendo-se com competência, ganhou a fama, apesar da técnica e do preparo físico limitados. Fazia gols -- esta sempre foi a maior qualidade desse goianiense, nascido em 2/6/69. Começou no Goiás, sendo tricampeão goiano (90 a 92) e goleador dos Brasileiros de 89 e 91. Passou duas temporadas esquecido na Suíça. Retornou para consagrar-se no Botafogo, onde conquistou o campeonato nacional, tornando-se o único jogador três vezes artilheiro da competição. Convocado várias vezes para a Seleção, saiu-se bem como titular na Copa América 95. Manteve a fama de matador no Corinthians campeão paulista de 97, embora fosse reserva. No mesmo ano, fez um bom Brasileirão pelo Vitória. De volta ao Botafogo, em 98, não mostrou o mesmo brilho. Após passagens frustradas por Fluminense, Cruzeiro e Vila Nova-GO, acabou contratado pelo minúsculo São Caetano-SP. Foi razoavelmente bem, levantando taças modestas e marcando gols. Partiu para uma nova investida botafoguense e foi muito mal. Seu futuro é incerto e sua cotação, muito baixa. É o quarto maior goleador da história do Campeonato Brasileiro com 126 gols.
|
|
|
topo |
|
|
________________________________________________________________________________________
|
|
Copyright©
2000- COM 024/ FACOM- UFBA |