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Sadismo se refere a uma prática sexual, tida por alguns como
perversão que se refere ao ato sexual onde o prazer advém da imposição
de dor ao parceiro. Deriva do nome de Donatien-Alphonse-Francois
de Sade, conhecido como Marquês de Sade (1740-1814). Ele era um
nobre escritor francês famoso pela sua vida escandalosa, razão
pela qual ele passou mais de 27 anos na prisão. A maioria dos
seus trabalhos foi considerada obscena e impublicável e grande
parte foi escrita durante os seus anos de cárcere Neles se incluem
Justine, publicado em 1791, Juliette (1798), Os 120 Dias de Sodoma
(escrito em 1785 mas só descoberto em 1904), Aline e Valcour (1795),
Philosophy in the Boudoir' (1795), e Crimes de Amor (1800). Mais
tarde seus escritos foram considerados por muitos como as obras
primas de um eterno rebelde.
" Masô", "masoquista": ele está presente em toda parte,
na linguagem mais corriqueira, constantemente invocado e evocado,
sem que se saiba quem foi o cavaleiro de Sacher-Masoch. Em 1890,
um professor de psiquiatria da Universidade de Viena, Richard
von Krafft-Ebing, escreveu em suas Novas Investigações no Domínio
da Psicopatia Sexual: "Essas perversões da vida sexual podem ser
chamadas de masoquismo, pois o famoso romancista Sacher-Masoch,
em vários romances e principalmente no seu célebre A Vênus das
Peles, fez desse tipo especial de perversão sexual o tema predileto
de seus escritos." E ele o considerava o complemento do sadismo,
que tirava o seu nome do célebre Marquês. com isso ele tomava
Sacher-Masoch imortal, banalizado através de todos os idiomas
do mundo, mas o matava como escritor.
Gilles Deleuze mostrou que sadismo e masoquismo não são complementares
totalmente separados."Na verdade o gênio de Sade e o gênio de
Masoch são completamente diferentes; seus mundos são incomunicantes;
suas técnicas romanescas sem relação entre si." conclui pela "diferença
radical entre a apatia sádica e o frio masoquista".
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