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O universo sadomasoquista é vasto, com regras e códigos próprios,
muitos até apropriados para estudos acadêmicos. Quando alguém
tem domínio da sua sexualidade, permitindo-se retirar do seu corpo
o máximo prazer de modo brutal, esse é um vencedor. Mesmo subjugado,
sufocado, amordaçado, chicoteado, algemado...estará livre. Nada
de afobação, ninguém chega aos extremos de uma vez só, deve-se
ir aos poucos, experimentando as formas mais brandas. Atingir
a resistência extrema à dor exige muito esforço e dedicação. Há
quem não queira experimentar e há quem desista logo nas primeiras
bofetadas. Mas há quem siga adiante... Determinadas as regras
e os códigos, os riscos de um acidente sério diminuem. Os sadomasoquistas
não querem morrer, querem o prazer. A dor é só o veículo. Há uma
sensação de desafio em superar a dor. O sadomasoquista é um forte
no sentido nietzschiano.

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