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  Esta página apresenta uma síntese dos vários tratamentos tentados, e sua aparente eficácia, em uma paciente com cinco personalidades atuantes. Os métodos utilizados com a mesma servem para exemplificar os procedimentos que comumente são adotados para curar o Distúrbio de Personalidade Múltipla.  

 

   A eficácia do tratamento antes e depois do diagnóstico correto é contrastante. As modalidades desse cobriam choque de insulina, choque eletroconvulsivo, drogas, psicoterapia, hipnoseterapia, terapia de grupo e o "diálogo interno", que nada mais é que uma conversa entre as personalidades. Este método foi descoberto pelos próprios pacientes e mostrou-se bastante eficaz. Também utiliza-se uma das personalidades como co-terapeuta, servindo de fonte de informação do que se passa na cabeça das demais personalidades.

   Quando os pacientes chegam aos consultórios psiquiatras, geralmente já passaram por processos de depressão profunda, resultantes de um diagnóstico mal feito. Esse quadro depressivo é comumente associado pelos médicos à esquizofrenia. A partir disso, são ministrados medicamentos que em nada ajudam o paciente, muito pelo contrário, fazem apenas piorar o seu quadro emocional, causando problemas de memória, esquecimentos momentâneos e fortes dores de cabeça.

   Os antidepressivos são comumentes utilizados em altas dosagens, assim como os tranquilizantes mais fortes. As terapias de grupo, nestes casos, são bastante eficazes. Elas permitem ao paciente expressar suas angústias e o sentimento de culpa que tão freqüentemente suge nos pacientes que sofrem de DPM. Após esses encontros, o paciente sente-se mais aliviado e até mesmo feliz novamente. Quando o paciente encontra-se sozinho novamente, sente-se solitário e até os pequenos problemas tornam-se gigantescos. Ele entra, então, em um novo quadro depressivo. Em situações como esta, na qual o paciente é incapaz de controlar seus sentimentos, possuindo um estado emocional que oscila demais do bem-estar para o mal-estar, é preciso utilizar o carbonato de lítio. Ele provoca um efeito calmante que agrada aos pacientes.

   A psicoterapia individual é um artifício bastante utilizado pelos psicólogos para tratar de pacientes múltiplos. Entretanto, se utilizado antes do diagnóstico correto, mostra-se ineficaz, visto que dessa maneira, em geral, somente uma das personalidades aparece para participar, que seria a essência. As demais acabam não sabendo como ajudar o terapeuta, pois não são chamadas para participar.

   A hipnose, sem dúvida, tornou-se a melhor forma de tratamento de pacientes com Distúrbio de Personalidade Múltipla. Através dela, é possível descobrir a razão pela qual a pessoa tornou-se múltipla e a partir daí definir as etapas do tratamento assim como os métodos a serem utilizados. Também por meio da hipnose  é possível manter uma conversação com qualquer uma das personalidades, evocando-a.

    Assim, após definir o perfil de cada uma, saber-se-á qual delas possui a face agressiva e dominadora, a que está disposta a ajudar o psicoterapeuta e a essência ( que seria a personalidade original). A face manipuladora estará sempre disposta a enganar o terapeuta. Diversas vezes esta assume o comando por vários dias, semanas e até meses, fazendo-o acreditar que sua paciente já está integrada. Daí a importância de manter um contato com a outra face, a qual, pelo fato de saber o que se passa na mente das demais, torna-se de enorme ajuda ao terapeuta.

   Em determinadas épocas, a personalidade agressiva tende a assumir uma face suicida. Principalmente quando sente-se ameaçada pela possibilidade de não mais existir por causa da reintegração. Por isso, os terapeutas costuman ensinar ao paciente a auto-hipnose, que pode ser feita quando o paciente sentir que as outras personalidades estão assumindo o controle com maior freqüencia, em situações nas quais anteriormente elas não o faziam. O paciente percebe se os demais álteres têm estado no comando quando tem a sensação de estar com amnésia parcial, por não conseguir lembrar-se, por exemplo, do que fez horas ou até minutos atrás.

   A duração do tratamento varia bastante. Há pacientes que concluem o tratamento em alguns meses e outros que necessitam de em média cinco anos para alcançar a integração. Entretanto, há também os casos em que não é possível solucionar definitivamente o problema. Assim, consegue-se eliminar algumas das personalidades mas não todas. Muitas vezes, o tratamento da DPM torna-se muito mais difícil pelo diagnóstico incorreto e conseqüente aplicação de métodos tais como o choque eletroconvulsivo, que contribuem para acirrar ainda mais a depressão no paciente e, não raro, ocasiona a criação de mais um álter, para lidar com mais um problema que surgiu.

 


 

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