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| Discutir os efeitos no terapeuta que
trata pacientes de DPM implica em apresentar os aspectos ruins e os bons dos mesmos. As
pessoas múltiplas são mestres em características manipuladoras e dependentes, mas eles
procedem de formas que não são tão óbvias como pode-se esperar. Eles passaram os
primeiros anos de suas vidas usando as habilidades que possuíam para enfrentar, em seu
mundo, aqueles que abusavam deles. E eles tornaram-se mestres em defender-se por meios
mentais ao invés de físicos. Estes métodos são bastante difíceis de se detectar, e
muito menos de se desviar. Já que a maior parte da sociedade nem sequer reconhece a existência dos pacientes com personalidade múltipla, eles são a maneira perfeita para se "sabotar" o inimigo. Eles tendem a enxergar a grande maioria da sociedade como sua inimiga. Usualmente o terapeuta é visto como o salvador do "múltiplo", então ele/ela está isento de tais ataques. Mas inevitavelmente o terapeuta irá ou fracassar em satisfazer as necessidades dependentes do paciente ou será posto no papel de vilão via transferência. É então quando o terapeuta torna-se uma vítima dos métodos "defensivos" do paciente, os quais ele vem usando durante toda sua vida. SAPPING A palavra "Sapping" é usada para descrever a extração de energia física de uma outra pessoa pelo e para o paciente. O "sapper" é um indivíduo centrado em si mesmo que se sente fraco demais para existir sozinho, então ele/ela procede sugando energia daqueles à sua volta. O Dr. Ralph Allison teve suas energias sugadas certa vez por uma paciente sua chamada Gail, que possuía dupla personalidade. Numa noite de sábado, ele estava com sua esposa em uma festa quando Gail telefonou em pânico. Pelo fato de ele saber que ela nunca telefonaria a não ser que estivesse em uma situação de perigo, ele deixou a festa e foi até o apartamento dela. Ela o saudou com os dois braços abertos, apertando com força suas mãos às dele. Foi então quando o Dr. Allison deu-se conta do que havia sucedido ali : Gail tinha seus dois antebraços e pulsos sangrando com inúmeros cortes. Levou-a urgentemente para o hospital e durante a cirurgia para fechar as lacerações Gail continuou segurando forte em sua mão. Tudo ia bem, até que o doutor Ralph Allison retornou à festa onde sua mulher esperava-o e, repentinamente não tinha forças nem para segurar o garfo e levar comida até a boca. Emocionalmente ele sentia-se normal, mas ele mal tinha energia para respirar. Sua mulher sugeriu que os dois fossem embora para casa. Isso tudo aconteceu em um domingo e já na segunda ele sentia-se perfeitamente bem. O Dr. Allison acredita que Gail "sappeou-o" no momento em que segurou forte em suas mãos à porta, por ter-se sentido sem forças para lidar com a ameaça de Laura, sua segunda personalidade, a qual é suicida. Para Gail, o doutor seria sua fonte de energia, sugando tanto quanto fosse necessário. E pelo fato dele continuar segurando suas mãos durante a cirurgia, ela continuou o processo. O "sapping" de energia pessoal pode ocorrer de formas diferentes. Gail o fez por meio do toque. Outros encaram a vítima e sugam a energia pelo olhar. Além disso, outros iram conversar incessantemente e fazer o mesmo pela boca. Alguns, entretanto, não usam meios óbvios. Aqueles que possuem poderes psíquicos suficientes para enxergar auras em volta dos outros podem identificar o que está acontecendo. Os pacientes acabam contando ao terapeuta sobre o "sapping" que fazem, mas a verdade é que escondem o fato o quanto podem, para poderem sugar tanta energia quanto for necessária dele. ZAPPING Um outro processo comumente usado por esses pacientes é chamado "zapping". Esta palavra vem do herói de revista em quadrinhos que aponta seu dedo indicador para o vilão liberando um raio. Os pacientes também têm aprendido como "zapear" as pessoas, o que é o contrário do "sapping". Enquanto que quando "sappeam" alguém eles estão removendo algo ( energia), no "zapping" eles injetam algo dentro do objeto de sua atenção. Pacientes que admitem usar essas técnicas afirmam possuir poderes mentais. Existem três tipos diferentes de "zapping". Um tipo é emocional - injeção de emoções negativas em outra pessoa, fazendo-as ficar com raiva, por exemplo, quando não têm razão pessoal alguma para tal. O segundo tipo é o de idéias - injeção de uma crença ou pensamento estranho em outro alguém, também conhecido como lavagem cerebral. O terceiro e último tipo é o físico - a provocação de danos físicos no outro por meio mental. Um dos aspectos positivos de tratar pacientes que sofrem de DPM é a oportunidade de ir a lugares interessantes longe de casa e encontrar terapeutas que possuem experiências equivalentes, provando que não se tratam de casos isolados, mas sim de algo que existe de fato e em várias lugares. O fato de estar sempre procurando novas maneiras de se trazer a cura para o paciente, formas de se chegar ao ponto certo, e por conseguinte conseguir obter o efeito desejado aumenta muito a autoconfiança do psicólogo. Ficar sabendo que em outros lugares, outros médicos utilizam-se do mesmo método descoberto para tratar de seus pacientes e obtêm o mesmo sucesso é melhor ainda. Mas o principal certamente seria o fato de estar em contato com pessoas, pacientes ou psicólogos, que têm a mente bastante espirituosa, pois do contrário, sendo eles arrogantes, egoístas ou obstinados, não conseguiriam continuar este tipo de trabalho com os pacientes múltiplos. |
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