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   A DPM , Distúrbio de Personalidade Múltipla, é um dos mais velhos assuntos na psiquiatria e um dos mais novos. No fim do século dezenove, tornou-se um dos primeiros processos mentais patológicos a ser estudado cientificamente e a pesquisa influenciou profundamente as origens da psiquiatria moderna. Mas o interesse diminuiu nas próximas gerações. A Psicanálise relegou a DPM para uma importância secundária, e alguns experimentos pareciam causar dúvidas quanto à realidade da mesma.

   A compreensão moderna da esquizofrenia foi elaborada e veio a incluir muitos casos que em outros tempos  provavelmente haveriam sido diagnosticados como distúrbios dissociativos. Nos últimos vinte anos o interesse pelo assunto tem sido reanimado com a crescente preocupação com relação ao abuso de menores e outras formas de stress traumático, que são duas grandes causas da DPM. 

   A exótica condição conhecida como Distúrbio de Personalidade Múltipla permanece tão fascinante e embaraçosa hoje quanto era há oitenta anos atrás, quando Morton Prince, conceituado membro da psiquiatria americana, pela primeira vez, chamou a atenção da sociedade para a mesma. A despeito de um recente aumento substancial no número de casos diagnosticados, a Personalidade Múltipla ainda é envolta de controvérsias e a evidência científica é limitada. Quase todos os casos reportados têm sido diagnosticados por clínicos sem verificação independente, sem uma base de estudos mais aprofundada.

   De tempos em tempos há modas passageiras no diagnóstico psiquiátrico, e o recente aumento de relatos de múltipla personalidade pode ser uma. Dois fatos suportam esta hipótese. Primeiro, a segunda edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana, o DSM-II, continha apenas uma rápida referência à personalidade múltipla, mencionando-a como um sintoma do tipo dissociativo da Neurose Histérica. Em contrapartida, o DSM-III, publicado em 1980, devotou duas páginas e meia ao diagnóstico da DPM, exatamente quando a sua popularidade começou a crescer- uma sugestiva coincidência. O segundo fato deve-se ao fato de que a grande maioria dos clínicos nunca identificaram um caso sequer de personalidade múltipla, enquanto que alguns poucos parecem encontrá-los regularmente.

   Encontra-se aí a polêmica que gira em torno da veracidade ou não da existência do Distúrbio de Personalidade Múltipla. Assim como grandes psicólogos e psiquiatras pelo mundo afora não somente acreditam mas já diagnosticaram inúmeros casos da mesma, também há aqueles, também bastante conceituados no meio, que alegam a inexistência de uma doença de personalidade múltipla. Mas a verdade é que tal distúrbio é reconhecido por várias sociedades médicas ao redor do mundo, inclusive na americana, de onde partem as maiores discussões acerca da pertinência ou não da DPM.

    Corbett Thigpen e Hervey Cleckley identificaram o primeiro caso de dissociação de personalidade a tornar-se público e cuja veracidade foi atestada, o de Eva, adolescente norte-americana que possuía três personalidades. A existência deste caso é um dos argumentos usados pelas sociedades médicas para manter a DPM incluída nos manuais de diagnóstico. Os psicólogos que detectaram-na em Eva eram bastante conceituados e suas opiniões sempre bastante respeitadas no meio da Psicologia. 

 


 

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