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Desde
o tempo de Luís Gonzaga, Trio Nordestino e seus xotes, muita coisa
mudou. O forró vem pouco a pouco ganhando novos estilos. As festas
estão conquistando a juventude urbana e adquirindo um aspecto fashion.
Longe
de serem apenas comemorações juninas, ganham dias e clubes permanentes
para acontecerem. As bandas, ao adicionarem bateira, guitarra, baixo
e até mesmo sax a elementos tradicionais como a sanfona, conseguem
atrair multidões para seus shows. O público amante dessas festas
compõe uma camada da sociedade bem distinta da que o forró atraia
nos chamados arrasta-pé de outrora.
Com
uma estrutura de dar inveja a qualquer banda de rock, esses grupos,
a base de muita experimentação musical, fizeram nascer um ritmo
dentro do ritmo. Na grande maioria das capitais do nordeste, este
fenômeno vem se cristalizando. E não fica por aí, as festas de forró,
na cidade de São Paulo, por exemplo, também já estão aderindo a
nova vertente. Até mesmo nas cidades do interior baiano, onde o
axé é um gosto popular muito forte, essas festas ficam cheias. Algumas
bandas baianas, que antes faziam a linha do forró country, começaram
a aderir ao novo estilo.
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