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FORROBODÓ - O
FORRÓ CONQUISTOU O BRASIL.
A profissionalização das bandas, as letras bem trabalhadas, as vibrantes
melodias e principalmente a sensualidade e alegria de sua dança
fizeram do forró, um ritmo apreciado no Brasil inteiro durante todo
o ano. Entretanto, o que faz dele um respeitado símbolo do nosso
povo é a bela história pela qual passou este ritmo: um tipo de diversão
essencialmente rural, dançado nos pés-de-serra e tocado por lendários
sanfoneiros como Januário, passando pela popularização através de
nomes como Luís Gonzaga, Patativa do Assaré e Dominguinhos, até
à paixão nacional que é hoje, graças aos arranjos de instrumentos
modernos como baixo e guitarra, de bandas como Mastruz com Leite
ou Limão com Mel, o forró sintetiza o que há de genuíno, espontâneo
e belo na cultura popular.
Por
muito tempo o forró ficou, senão restrito, pelo menos com sua prática
intensificada somente nos períodos das festas juninas. Quem não
passou os primeiros meses do ano esperando chegar as férias juninas
para viajar para o interior e poder, em meio a licores e comidas
típicas, ouvir um gostoso forró e dançar quadrilha? Ou quem
pelo menos não aproveitou esta época para enfeitar a casa com bandeirolas,
chamar os amigos e colocar aquele disco do Gonzagão ou do Trio Nordestino
que estava guardado na estante o ano inteiro? Fosse como fosse,
São João era tempo de ouvir forró. É claro que não mudou, a diferença
é que agora ouve-se forró durante o ano inteiro, principalmente
nos meses de abril a julho.
Artista
como Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, que passam o ano cantando outros
gêneros nordestinos, durante os festejos juninos, fazem shows que
são genuínos arrasta-pés. Este ano, a banda baiana Chiclete com
Banana lançou disco e fez show com este ritmo nordestino e Gilberto
Gil , em virtude da trilha sonora feita para o filme Eu, Tu e Eles,
viajou o Brasil com uma turnê com bons e velhos forrós.
Gilberto
Gil, durante a Tropicália, fez ressurgir o nome e a importância
de Luís Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, que passava por um
período de ostracismo. Bastou Gil apontar o Velho Lua, como uma
de suas maiores influências musicais e Caetano Veloso regravar Asa
Branca, de Luís Gonzaga e Luís Teixeira, em 1971, para reavivar
o interesse brasileiro pela música nordestina e pelo grande nome
que é Luís Gonzaga.
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