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LEILA DINIZ

 

Por ter tido atitudes inovadoras e comportamento revolucionário, Leila Diniz é considerada uma das mulheres mais marcantes na história das lutas femininas no Brasil. Um mito que conseguiu romper com a posição tradicional da mulher.

Nasceu em 1945 e logo com 15 anos saiu de casa. Fez sucesso como atriz aos 20 anos no filme "Todas as mulheres do mundo".

Revista Nova, Janeiro 2000

Um de seus comportamentos mais lembrados, até hoje, é a barriga de grávida exibida de biquíni em Ipanema, em 1971. Leila mostrou de forma pioneira sua gravidez fora do casamento, que brando o modelo feminino de mulher como esposa-mãe.

Leila Diniz fez história, porque valorizava a liberdade, o prazer sexual, a independência feminina e o modo bem humorado e irreverente de viver. A condição de atriz lhe permitiu ter acesso aos meios de comunicação para reafirmar publicamente suas idéias e comportamentos. A partir dela, muitas mulheres tomaram coragem e começaram a se comportar de forma diferente tendo como modelo a sensual Leila Diniz.

Leila inventou seu lugar no mundo, fez um nome, tornou-se palavra autorizada e reconhecida em músicas e poemas. Morreu prematuramente aos 27 anos de idade em um acidente de avião em 1972. Suas lições ficaram gravadas na memória de todos que conviveram com ela e também dos que a admiravam. Era uma pessoa livre e em paz com o mundo. Nunca vacilou, sempre foi em frente, afinal, era ela Leila Diniz, qual é o problema? Ela foi tão especial que inspirou o seguinte poema:

" Leila Diniz- sobre as convenções enfarinhadas

mas recalcitrantes, sobre as hipocrisias seculares e

medulares: o riso aberto, a linguagem desimpedida, a

festa matinal do corpo, a revelação da vida.

(...)

Para sempre- o ritmo da alegria, samba carioca

no imprevisto da professorinha ensinando a crianças, a

adultos, ao povo todo, a arte de ser sem esconder o ser.

Leila para sempre Diniz, feliz na lembrança

gravado: moça que sem discurso nem requerimento

soltou as mulheres de 20 anos presas no tronco de uma

especial escravidão."

Carlos Drummond de Andrade.

 

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