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A LIBERTAÇÃO

 

 

Até o começo deste século, as mulheres depois de passarem a infância enclausuradas em casa , casavam ainda muito jovens e passavam praticamente o resto da vida grávidas ou com bebês recém-nascidos. Talvez devido a isso não tivessem muitas expectativas em torno do que seria a liberdade.

A liberdade que seria conquistada com a descoberta de coisas que para as mulheres de hoje, são banais, mas que naquela época causaram uma grande revolução.

Revista Cláudia,2000
Coisas como a invenção do absorvente higiênico, que inicialmente era preso na cintura por elástico ou por presilhas, em 1930, aqui no Brasil ele só chegou em 1933 e não foi imediatamente aceito(vá entender porque). A descoberta do prazer sexual, que era considerado um grande tabu , só começou a ser discutido pela brasileiras, mesmo assim discretamente, na década de 60, quando surgiu o grande incentivo à liberação: a pílula anticoncepcional. A libertação do corpo também deu um salto, e os espartilhos foram abolidos.

No Brasil, que sempre acompanhou com um certo atraso a liberação feminina, o grande momento foi no inicio da década de 70 ,quando feministas como Leila Diniz, que com atitudes ousadas e liberais para a época, conseguiram mobilizar as mulheres brasileira para a valorização da beleza do corpo e também da alma feminina.

Mas nenhuma dessas conquistas seria possível ,se as mulheres não se libertassem primeiro dos preconceitos que tinham em relação a si mesma e descobrissem-se como seres completos que são.

 

ADEUS ESPARTILHO A PILULA LEILA DINIZ

 

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