AS HEROÍNAS |
| Elas queriam justiça,
liberdade ,independência- e não hesitaram em pegar em
armas ou se arriscarem para defender o país e suas
idéias combatendo ao lado ou contra os homens. CHIQUINHA GONZAGA A carioca Francisca Edwiges Gonzaga viveu seus 90 anos para romper valores. Aos 18, separou-se do marido para morar com um engenheiro. Renegada pela família, dava aulas de piano e vendia suas composições para sobreviver. Musicou peças e tornou-se nossa primeira maestrina. Seu maior sucesso, Ó abre Alas, até hoje toca no carnaval. |
![]() |
| A luta armada
contra a ditadura vigorou no país entre 1968 e 1974.
Muitas mulheres foram presas, torturadas , mortas,
exiladas ou estão até hoje desaparecidas. Mas não se
pode dizer que tenham sido derrotadas. Elas simplesmente
lutaram pelo que acreditaram. IARA IAVELBERG Militante do Movimento Revolucionário 8 de outubro, mais conhecido por MR-8, Iara não pegou em armas- dava apoio e infra-estrutura às ações dos companheiros. Psicóloga e professora de filosofia em cursinho para vestibular, foi companheira do capitão Carlos Lamarca, formado pela escola militar das agulhas negras (RJ), que comandou a organização vanguarda popular revolucionaria (VPR) e depois ingressou no MR-8. As versões sobre a morte de Iara são controversas. Uma delas diz que, perseguida por policiais, suicidou-se com um tiro na cabeça em 06 de agosto de 1971, segundo o ministério da aeronáutica . A outra interpretação, baseada em testemunhos populares, afirma que Iara teria sido presa e levada ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), onde foi torturada e morta. Tinha 27 anos. ÁUREA PEREIRA VALADÃO Mineira de Areado, militou no movimento estudantil entre 1967 e 1970 e neste mesmo ano casou com Arildo Valadão. Quando decidiram mudar para o Araguaia, Áurea passou a dar aulas e entrou para as forças guerrilheiras. Patrocinada pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), a guerrilha do Arraguaia foi um dos mais sólidos movimentos da esquerda na zona rural. Em 1973, Áurea foi presa em Marabá e, no ano seguinte, vista no 23º Batalhão de Infantaria da Selva. Um dos presos declarou Ter ouvido um policial dizer a ela que arrumasse suas coisas, porque iria viajar. No jargão militar, "viajar" significa ser executado. Áurea desapareceu aos 24 anos. AURORA MARIA NASCIMENTO FURTADO. Era mais conhecida por seu apelido, Lola. Militante da Ação Libertadora Nacional(ALN) desde 1968, teve papel importante nas ações no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 9 de novembro de 1972, foi abordada pela polícia num subúrbio do Rio. Houve tiroteio e Aurora matou um policial. Foi levada para uma delegacia, torturada e morta com a "coroa de Cristo", uma fita de aço que esmaga gradativamente o crânio. A versão dos órgãos de segurança foi bem diferente: Aurora teria sido baleada quando tentava fugir da radiopatrulha que havia efetuado sua prisão |
|
| copyright©2000.1/facom/ufba/com 024 | ||
| Produzido pelas alunas Tharsila Prates e Eliane Costa |
| tharsilaprates@bol.com.br | elianecst@bol.com.br |