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A PÍLULA

 

O controle da natalidade, na época dos anos dourados, baseava-se principalmente na "tabelinha" , como era chamado o Método Ogino-Knauss. Consistia em calcular os dias férteis da mulher a partir da data da menstruação e evitar relações sexuais nesses dias. Algumas vezes esse método podia falhar- e, assim como o coito interrompido, não aferecia garantia contra a gravidez. Havia o diafragma (lançado em 1870),

Revista Cláudia,2000

usado por muitas mulheres(geralmente casadas), e em 1950 surgiu o Diu, que também foi bastante adotado, mas nem todas se adaptavam. Os preservativos não eram tão divulgados. Somente em 1979 a propaganda dos contraceptivos foi discriminalizada e a distribuição permitida.

A grande revolução veio nos anos 60- a era da pílula. Colocada à venda a partir de 1962, a pílula anticoncepcional oferecia resultados seguros e o foi o passo definitivo em relação à liberação sexual feminina. Sem a ameaça de uma gravidez indesejada - e ainda sem o terrível fantasma da AIDS-, as mulheres ganhavam, enfim, total liberdade sexual. O sexo deixava de ser associado à função de gerar filhos e podia ser feito livremente por prazer.

Hoje, os métodos anticoncepcionais são mais divulgados, e têm uma aceitação maior. Apesar disso ainda é comum, principalmente entre a população de baixa renda , a natalidade ser alta devendo-se isso à falta de informação da população. Os anticonceptivos são distribuídos gratuitamente nos postos de saúde. A maternidade hoje não é encarada como antigamente, ser mãe, agora é uma escolha o que tornou –se muito mais prazerosa.

A preocupação maior hoje ,é com o crescimento do número de mulheres com Aids, que chega a 21% do números de portadores da doença. Uma campanha de prevenção a Aids tem sido bastante divulgada, tentando fazer com que a mulher se conscientize da importância de se proteger da doença usando preservativo.

O século XXI se aproxima, e embora tenham sido muitas, as conquistas femininas ainda estão longe de serem ideais ou chegarem para todas. Infelizmente, ainda somos chamadas de sexo frágil mesmo quando demonstramos mais força que os homens. O desafio maior para a mulher de hoje, é tomar o lugar que lhe é de direito, e conseguir novas vitórias para as gerações futuras.

 

ADEUS ESPARTILHO

LEILA DINIZ  
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