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EXIGINDO EDUCAÇÃO

 

A primeira legislação relativa à educação das mulheres surgiu em 1927, mas a lei admitia meninas apenas nas escolas elementares, não em instituições de ensino mais adiantado. Se pertencia às classes abastadas , não tinham muitas atividades fora do lar .Então para que grandes estudos?Para a esmagadora maioria das moças de classe média, a Escola Normal era o destino certo, e ser "professorinha" a carreira lógica, seguida sem contestações. O magistério era considerado um

Revista Cláudia,2000

trabalho " próprio" para as mulheres porque era de um turno só, e assim não impedia que cumprisse as "obrigações domésticas.

Nos colégios tradicionais as adolescentes recebiam uma educação esmerada, mas castradora, e só nos chamados anos dourados, décadas de 50-60, começaram a modernização dos assuntos de educação. A partir da década de 70, com a revolução dos costumes e com a abertura de novas fontes de trabalho que exigiam especialização, as mulheres foram ocupando vagas nas escolas do Brasil em todos os níveis.

Hoje, as mulheres estudam mais que há trinta anos e já ultrapassaram os homens. Tornaram-se maioria no ensino fundamental e representam 51% dos que têm curso universitário. O estudo é o melhor investimento que a mulher pode fazer para conseguir cada vez mais espaço no mercado de trabalho, pois quem tem curso de pós- graduação no Brasil pode ganhar 92,5% a mais que um trabalhador não qualificado.

TRABALHO

   
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