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TRABALHO

 

As convenções do início do século, ditavam que o marido era o provedor do lar. A mulher não precisava e não deveria ganhar dinheiro. As que ficavam viúvas, ou eram de uma elite empobrecida, e precisavam se virar para se sustentar e aos filhos, faziam doces por encomendas, arranjo de flores, bordados e crivos, davam aulas de piano etc. Mas além

Revista Cláudia,2000

de pouco valorizadas , essas atividades eram mal vistas pela sociedade. Mesmo assim algumas conseguiram transpor as barreiras do papel de ser apenas esposa , mãe e dona do lar, ficou para atrás a partir da década de 70 quando as mulheres foram conquistando um espaço maior no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, elas já representam 42% da população economicamente ativa.

Apesar da evolução da mulher dentro de uma atividade que era antes exclusivamente masculina, os salários não acompanharam este crescimento. As mulheres ganham cerca de 30% a menos que os homens exercendo a mesma função. Conforme o salário cresce , cai a participação feminina. Entre aqueles que recebem mais de vinte salários, apenas 19,3% são mulheres.

Embora exista uma certa discriminação em relação ao trabalho feminino, elas estão conseguindo um espaço muito grande em áreas que antes era reduto masculino, e ganhou o respeito mostrando um profissionalismo muito grande. Apesar de ser de forma ainda pequena, está sendo cada vez maior o número de mulheres que ganham mais que o marido.

O grande desafio para as feministas dessa geração, é tentar reverter o quadro da desigualdade salarial entre mulheres e homens. Pelo menos ,elas já provaram que além de ótimas cozinheiras, podem também ser boas motorista, mecânicas, engenheiras , advogadas e sem ficar atrás de nenhum homem.

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