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O Grito da Periferia (recortes de Tatiane Souza) |
| Em fevereiro deste ano, a revista Caros Amigos
colocou na capa Mano Brown, fazendo chamada para entrevista com um dos rappers do
grupo Racionais MCs, talvez o grupo de rap nacional mais conhecidos no Brasil
atualmente. Passados oito meses, a revista volta-se com mais atenção ao tema que,
fugindo à um fenômeno de público propagado pela grande mídia, representa um novo
estilo de conduta e posicionamento dos negros e afro-descendentes das periferias. Um
movimento sociocultural que vem crescendo em algumas cidades do país e é responsável
pelo sucesso deste e de outros grupos de rap. Quer entender melhor o vocabulário? |
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Em setembro, finalmente sai um número especial da revista falando do Hip Hop, movimento juvenil, originário das periferias dos grandes centros urbanos e caracterizado pela trilogia: rap, break (dança que surgiu nos guetos americanos no período pós-guerra do Vietnã ) e grafite.
Os hip hoppers, como são chamados os participantes do movimento, são jovens, adultos, ou moleques ainda, que simpatizam com a black music, com o break, com o som e as cores das ruas onde vivem grande parte do tempo. Nestas pessoas vibram um desejo intenso de mudar sua realidade ( a pobreza, a violência, a discriminação,...a anticidadania ), talvez, recriá-la com seus desenhos, cantá-la com a voz alterada nos raps. São pessoas que vêm desenvolvendo uma mudança qualitativa na vida das favelas brasileiras.