Rap

O rap nasceu de uma adaptação do canto falado da África ocidental à música feita pelos jamaicanos na década de 50. "O rap ajuda bastante, é o carro-chefe da idéia. Atrai a pessoa a raciocinar, a começar querer saber. Tem que ler pra fazer rap mais direcionado pra linha política, como faz o Gog, em Brasília, que eu simpatizo muito porque é marxista. Não gosto de falar muito isso porque parece que estou fazendo uma afronta pros antigos, pro Racionais, e sei que eles me puseram nisso, eles vão pras cabeças, ajudam a tirar aquelas viseiras que estão prejudicando as idéias das pessoas. Mas acho que que o recado não é só criticar, né? ", explica Marcelinho, da Negroatividades.

Para o antropólogo Marco Aurélio Paz Tella, bolsista da Fapesp, em sua dissertação de mestrado na PUC-SP, "o rap se transforma num veículo de construção de identidade, tendo consciência da violência praticada contra a população negra em toda a história (...). Através da denúncia da condição social dessa parcela da junventude negra de baixa renda e do preconceito racial de nossa sociedade, o rap rompe com a reprodução do imaginário social baseado na democracia racial e do racismo cordial, mitos de suma importância para a estabilidade da ordem".