Vale do
Capão

Marina e Rodrigo@...
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ECOSSISTEMAS DA REGIÃO

A Chapada Diamantina, situada no centro do Estado da Bahia, possui uma rica variedade de plantas e animais. Devido às altitudes que variam entre 800m e 1.700m, aos ricos que percorrem a região, formando, juntamente com o relevo acidentado, belas cachoeiras e grandes poços de água ferrosa, a Chapada se torna um lugar extremamente atraente para quem gosta de natureza.

A Chapada Diamantina e, particularmente, a área que compreende o Parque Nacional, demonstra sua riqueza natural e apresenta distintos ecossistemas: a caatinga, o cerrado, as florestas.

A CAATINGA

Caatinga é um termo indígena que significa "mata branca", é um ecossistema típico da região Nordeste do Brasil e apresenta uma grande biodiversidade. Apesar da pouca incidência de chuva, que torna o solo seco e aparentemente árido, quando a umidade aumenta um pouco, a terra floresce e torna a paisagem cheia de vida, demonstrando que este solo é fértil o suficiente para brotar uma vegetação rica em diversidade e beleza.
A Caatinga apresenta uma vegetação composta de uma vegetação arbórea (8 a 12 metros), arbustiva (2 a 5 metros) e herbácea (até 2 metros), e espinhosa de forma a conseguir preservar por mais a água que armazenam. Essa vegetação se adapta à falta d'água e por isso é predominante o arbusto lenhoso, com formas retorcidas.
Em meio da seca da região, ainda se encontram verdadeiros oásis, onde o solo é mais fértil e a água um pouco mais abundante e se pode produzir quase todos os alimentos peculiares aos trópicos.
Entre as espécies mais abundantes se destacam: o umbuzeiro (Spondias tuberosa), a maniçoba (Manihot epminosa), a umburana (Bursera leptophloes), o xique-xique (PilosocereUs gounellei), o juazeiro (Ziziphus joazeiro), a macambira (Bromélia antiacantha), a quixabeira (Bumeria sartorum), o pau-d'arco (Tabebuia aurea), a barriguda (Cavanillesia hyloceiton).
A devastação da caatinga vem se acentuando ao longo das décadas devido ao corte da madeira para a produção de lenha e carvão vegetal para o abastecimento, principalmente, das siderúrgicas e olarias e devido ao grande crescimento demográfico na região.

CAMPO CERRADO

O cerrado é a segunda formação vegetal brasileira com características específicas e representa um diversificado e riquíssimo ecossistema. Com um relevo variados, o Cerrado possui árvores de folhas grossas e troncos retorcidos misturadas com uma vegetação rasteira e rala. Variando entre campos limpos (gerais) e matas isoladas, não muito altas (capão), o Cerrado é uma verdadeira dádiva da natureza, onde se encontram nascentes que irão formar e alimentar outros rios.
Nas margens dos rios, formam-se matas ciliares ou matas de galerias que têm uma característica específica de conter a erosão com suas raízes adaptadas às correntezas e inundações.
O solo característico é profundo e antigo, e, devido à acidez, torna-se pouco fértil. è rico em ferro e alumínio.
O cerrado, além de rico em flores exóticas, tem um extensa variedade de plantas medicinais. Dentre as mais conhecidas estão: a jurubeba (Solanum paniculatum), o pau-santo (Trichilia hirta), o pequizeiro (Caryocar brasiliensis), o araçá (Psidium guajava), o pau-terra (Qualea parviflora).
Na região do Parque Nacional, predomina a classificação de "campo Cerrado", com características específicas: árvores pequenas, vegetação lenhosa, associada com tapete herbáceo denso, alternados com campos abertos.
O Cerrado é, sem dúvida, uma das áreas mais devastadas devido à atividade agropecuária que além de fazer queimadas para a criação de pastos, utiliza-se de agrotóxicos e fertilizantes químicos que poluem o solo e a água. Além disso, a o garimpo realizado durante muitos anos na região assoreou os rios, resultando em grande impacto para o meio ambiente.


CAMPO RUPESTRE

Classificada por uns como "refúgio ecológico", o campo rupestre é uma vegetação típica de locais com altitude em torno de 1000 metros. É constituída, quase exclusivamente, por espécies endêmicas que se desenvolvem nas fendas das rochas e em solo arenoso.
As plantas são de pequeno porte e apresentam algumas adaptações relativas à retenção de água nas folhas, nos bulbos, nos caules e nas raízes. Nessas altitudes onde há muita luminosidade e pouca chuva, essa adaptações visam ajudar a sobrevivência das plantas ante as queimadas e variação de temperatura diurna.
Dentre essas plantas que apresentam, na maioria das vezes, cores vivas e variadas, se destacam: a orquídea (Cattleya ellongata), as mudas de árvores anãs parecidas com o "bonsai" (Cambessedesia, Lavoisieria, Microlicia), os cactos e as begônias.


FLORESTA SEMPRE-VERDE DE ALTITUDE

Formando as "matas de encosta" e "matas de neblina", são florestas que se desenvolvem nas encostas das serra, no sopé dos morros e nos vales íngremes e fechados.
Tem como característica a permanência das folhas verdes durante quase todo o ano devido à umidade que condensa nessas altitudes.Daí o nome "sempre-verde".
Entre as serras, encontram-se as matas de grotões que apresentam características específicas como árvores de raízes resistentes e fixadoras, devido à sua localização nas beiras dos rios.
Durante o período mais seco, entre julho e novembro, a floresta se torna alvo das queimadas que já trouxeram grandes prejuízos para a fauna e flora da região. Além disso, ainda existem as perdas devido ao assoreamento dos rios e dos córregos, favorecidos pelas chuvas torrenciais, quando encontram o solo desprotegido pela mata. Apesar disso, e graças ao difícil acesso a essas matas, elas permanecem relativamente preservadas.

No Parque Nacional ainda se encontram outros ecossistemas como a Floresta Estacional Semidecidual de Planície, caracterizada por se desenvolver em áreas planas, onde o solo é profundo e as chuvas freqüentes; e o Marimbus, uma área inundada, com lagoas de águas mansas interligadas, formando um alagadiço que possui verdadeiros nichos ecológicos. Entretanto, esses tipos de vegetações não são encontrados no Vale do Capão.
Em função da localização geográfica, encontrando-se numa área tropical, a fauna da Chapada bastante variada, assim com a flora que alegra o Parque com seu exuberante colorido.

FAUNA

As aves são os animais mais fáceis de observar no Vale do Capão devido a sua grande quantidade e variedade no Parque Nacional, totalizando mais de 300 espécies conhecidas. Num dia de caminhada pode-se observar mais de 30 espécies diferente. Entretanto, para isso, é preciso caminhar sem barulho, usando, de preferência, roupas de cores discretas e binóculo. Destacam-se: o beija-flor gravatinha-vermelha (Augastes lumachaellus) e o beija-flor marrom de orelha azul (Colibri delphinaegreenewalti), o papagaio verdadeiro (Amazona amazônica), o pica-pau-anão-pintado (Picumnus pygmaeus), o periquito-rico (Brotogeris tirica), o gavião-pé-de-serra (Geranoetus melanoleucus), águia cinzenta (Harpialyetus coronatus) - estes dois últimos mais escassos na região.
Apesar de uma variedade e diversidade grande de mamíferos na região, é mais difícil observa-los. Dentre os animais dessa espécie se destacam: a onça-pintada (Panthera onca), a jaguatirica (Felis pardalis), o gato-do-mato (Leorpadus sp), o veado (Mazaba sp), o macaco-prego-de-peito-amarelo (Cebus apella xantosthernos), o tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), o porco selvagem (Tajacu albirostris), todos ameaçados de extinção. O Tamanduá Bandeira (Myrmerco phaga tridactyla), a anta (Tapirus terrestris) e o tatu-canastra (Priodontes maximus), antigamente presentes na região, foram extintos devido à caça predatória. Já o mocó (Kerodon sp) pode ser visto com facilidade e até fotografado tomando sol nas pedras.
Os répteis e anfíbios podem ser observados mais facilmente ao longo das trilhas. Formam o grupo mais extenso da Chapada Diamantina, constituído de sapos, cobras, calangos, teiús, iguanas jararacas de pequeno e médio porte, entre outros animais.
Com o crescimento das vilas e, principalmente, do turismo ecológico na região, os animais se recolheram em locais de mais difícil acesso, como os fundos dos vales, grotões e áreas florestais mais densas, como forma de proteção.


Flora

A flora que compõe a Chapada Diamantina é rica e variada, emitindo sua exuberância, tanto nas regiões mais secas, como nas beiras dos rios. Jardins naturais, matas ciliares, capões de matas, campos rupestres formam o grande mosaico de cores alegres.
É possível encontrar grandes áreas coberta por lindas bromélias compondo um local de rara beleza. As orquídeas podem ser encontradas em meio à vegetação mais baixa, nos caminhos das trilhas.
Esse magnífico parque ecológico encanta centenas de pessoas que todos os anos por ali passam.