Stanley Kubrick foi um dos mais famosos cineastas do primeiro século do Cinema. E também um dos mais arredios. São poucas, raras mesmos, as entrevistas de Kubrick. Não por modéstia - é célebre a frase "Deus fez o mundo em seis dias. No sétimo, Kubrick mandou tudo de volta para modificações." - antes, por um certo senso de privacidade. Escassas, também, as fotografias, embora ele tenha começado a vida como fotógrafo, ainda aos 16 anos. Foi contratado em 1945, aos 17, pela revista Look, prestigiado semanário ilustrado americano. Sim, Kubrick era americano, criado em Nova York. Mas foi na Inglaterra que realizou muitas de suas melhores obras.
Foi através da fotografia que Kubrick despontou para o cinema. Após fazer um ensaio sobre o boxeador Walter Cartier, descobriu as possibilidades do movimento e daí nasceu seu primeiro filme, um modesto curta de 16 minutos, O Dia da Luta (Day of the Fight, 1950), sobre... Walter Cartier.
No seu primeiro longa, Fear and Desire, foi diretor, produtor, camera man - função que pode se dar o luxo de retomar em Laranja Mecânica. Embora Glória feita de sangue tivesse tido boa repercussão, seu primeiro grande sucesso foi Spartacus, filme que Kubrick nunca gostou muito - possivelmente devido aos atritos com o diretor de fotografia, Russell Metty.
É difícil passar incólume por um filme de Kubrick. Do estonteante Lolita ao insosso Barry Lydon, todos têm um projeto, uma história. E, sempre uma fotografia impressionante. Para Barry Lydon, mandou inventar lentes especiais - realizando o primeiro filme à luz de velas da história. Em Lolita e Laranja Mecânica foi acusado de pornográfico. Dos ângulos labirínticos de O iluminado à lentidão poética de 2001 - Uma Odisséia no Espaço (cujos efeitos especiais ainda impressionam no 2002 sem odisséia), cada filme de Kubrick é único. Não há, a rigor, um estilo. O que há em comum - para ficar no gênero ficção científica - entre dois filmes tão díspares quanto Laranja Mecânica e 2001, Uma Odisséia no Espaço? Brilhante trilha sonora e fotografia primorosa. Não, não muito mais do que isso. O que já é bastante.
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Filmografia: 1.Fear
and desire (1953) |
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sugestão
de links: www.kubrick.com
/ www.zaz.com.br/cinema/favoritos/kubrick.htm
/
www.estado.estadao.com.br/editorias/2001/06/23/cad025.html