Anthony Burgess foi um escritor prolixo e controverso. Grande parte da sua obra ainda permanece no anonimato, sendo lembrado principalmente pelo décimo oitavo livro, A Laranja Mecânica (A clockwork orange, 1962). Seus livros, críticas e resenhas são marcados por grande sátira social. James Joyce - de quem Burgess era admirador e estudioso - é considerado a mais marcante influência no trabalho de Anthony Burgess, também pontilhado por doses da prosa de Jacobson.

Nascido Jon Anthony Burgess Wilson, no inverno inglês de 1917, cedo ficou órfão de mãe, vítima da gripe espanhola. O pequeno Jack foi criado por uma tia e, mais tarde, pela madrasta. Estudou literatura e língua inglesa na Universidade de Manchester. Foi compositor, serviu por seis anos ao exército inglês na II Guerra Mundial e tornou-se oficial na Ásia e, mais tarde, professor, trabalhando inclusive para o ministério de educação na Malásia. Com a luta pela independência da Malásia o deixando desempregado e tendo sido diagnosticado com um doença fatal, Burgess entrou em frenesi literário em 1959, preocupado em deixar sua esposa sem recursos financeiros. A previsão médica estava errada. Ele viveu até 1993, enquanto sua esposa, Llwela Isherwood Jones, morreu de cirrose hepática em 1968. No mesmo ano, Burgess casou-se com uma italiana, com quem viveu até o 1983, quando a segunda esposa faleceu.

A mais célebre fábula de ficção científica de Anthony Burgess, A Laranja Mecânica, é um libelo pelo livre-arbítrio. Burgess preocupava-se com a ampla utilização do behavorismo em clínicas, consultórios e prisões. O aumento da delinqüência Juvenil tanto no Ocidente capitalista quanto na Rússia soviética foi outro catalizador do livro cuja língua, inclusive, é um inglês russificado, de gírias abundantes. O autor retornou ao tema de Laranja Mecânica em Enderby (1968) e The clockwork testament; or, Enderby's End (1975), livros que tiveram fria acolhida.

Algumas das obras:

 

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Sinopse - Crítica - Kubrick - Burguess

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