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De
onde viemos
Tudo
começou em 1997. O pessoal do GAPA-BA (Grupo de Apoio
à Prevenção à AIDS - Bahia) analisava
a realidade das crianças soropositivas neste estado,
através do Programa de Apoio e Atenção
às Crianças Soropositivas . Realizou-se
o cadastramento das 95 famílias atendidas no Hospital
das Clínicas (Hospital Universitário Professor
Edgar Santos), o que possibilitou a construção
do seguiente esboço:
· 70% dos
cadastrados tinham renda mensal familiar inferior ou igual
a um salário mínimo (R$ 130,00), na época;
· 100% da forma de contágio deu-se via transmissão
vertical (mãe para filho);
· 80% de um dos pais já faleceram em decorrência
da AIDS;
· 99% das ONDE CHEGAMOS: famílias habitam a
região periférica da cidade ou outras cidades
circunvizinhas, regiões de acentuada pobreza e com
precárias condições de acesso a serviços
de saúde públicos;
· 60% das crianças vivem sob a responsabilidade
de avós ou outros parentes.
Daí
então, percebeu-se a necessidade da criação
de ações e estratégias para o combate
às dificuldades impostas pelo HIV frente ao mundo infantil.
Uma das ações previstas pelo projeto era a ida
semanal de um grupo de teatro ao hospital para realizar recreação
com as crianças que aguardavam o atendimento ambulatorial.
Esta atividade foi, no entanto, suspensa por um período
por falta de verba.
Assim, em 1999,
nasce o GAS (nós!). Logo de cara (mesmo que seja cara
de palhaço), tem-se o objetivo de re-significar o espaço
do hospital durante o atendimento no ambulatório, não
só para as crianças, como também para
os médicos, enfermeiras e todas as pessoas envolvidas
neste processo.
No início,
nossa equipe era então formada, em sua maioria, por
um grupo de jovens atores, daí o nome de Grupo dos
Artistas Solidários. Hoje o GAS não tem mais
essa característica, antigos voluntários foram
deixando o grupo, novos foram entrando, mas o nome continuou
pois a gente sempre teve que inventar é muita arte
para entreter os pequenos.

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