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IDEOLOGIA
AO LONGO DOS ANOS
O
motivo da fundação do Olodum foi criar uma opção de lazer para os moradores
do Maciel/Pelourinho e proporcionar a esses o direito de brincar o Carnaval
em um bloco. A primeira música em 1979 falava do prazer de estar na festa:
"Quando eu estiver passando/ Eu quero amor e alegria /Pegue a sua fantasia/
E venha conosco brincar".
Em 1981, o Olodum começa a receber apoio de sindicatos e são realizadas
as primeiras atividades relacionadas ao movimento negro da Bahia. Há então
uma reviravolta nos objetivos iniciais. Os diretores não queriam mais
apenas um bloco carnavalesco e adotam a África negra como fonte temática:
"Olodum está de volta/ Esta é a volta triunfal /Com seu canto de comunidade
/Pra mostrar o seu ideal".
Logo depois surgiu "Faraó", a divindade do Egito, como tema de Carnaval
e o Olodum explodiu como bloco afro. "Faraó" é a música mais executada.
Em seguida o Olodum se diz arco-íris de Madagascar e começa a lutar por
mais verbas públicas direcionadas às organizações afro-brasileiras.
Em 1986 o Olodum deixa a exaltação à África e vai às ruas contar a história
do povo negro em Cuba. Neste ano é criado o samba-reggae, ritmo que ditaria
o estilo musical do Olodum a partir deste momento.
Em 1988 o Olodum lidera os protestos contra a comemoração dos cem anos
da abolição da escravidão na Bahia por achar que a situação do negro ainda
era precária. Pede "força, pudor e liberdade para o povo do Pelô". O Olodum
então consolida-se no país e parte para a carreira internacional convidado
por Paul Simon para gravar uma canção que falava dos meninos de rua.
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