| Apresentação | Projeto | Contato | |
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Histórico |
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| Igreja da Barroquinha | |||
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Em 1722, Manoel
Ribeiro Leitão e sua mulher doam as terras para a construção de uma
capela para a Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, que é
rapidamente edificada com as esmolas dos habitantes da cidade, entre 1722
e 1726. Na metade daquele século, a Irmandade do Senhor Bom Jesus dos
Martírios, com sede na Igreja de Nossa Senhora Do Rosário das Portas do
Carmo, transfere para aí a imagem de sua devoção, expandindo seu culto,
enquanto a Irmandade da Barroquinha se extinguia. Ligada aos pobres e
trabalhadores, é então a igreja amplamente freqüentada por mulheres nagô-iorubás
da nação ketu que, mais tarde, formariam a Confraria de Nossa Senhora da
Boa Morte, o que refletia o rico sincretismo religioso de então. Nos
arredores da igreja, instala-se um batuque que viria a originar um dos
primeiros terreiros de Candomblé da cidade, por volta de 1830. Deste,
surgiram outras notórias casas, a exemplo da Casa Branca, Opô Afonjá e
Gantois. A igreja possui
tipologia similar às igrejas matrizes e de irmandades da Bahia
setecentista, cuja planta insere-se num retângulo perfeito, com nave
central e corredores laterais. Sem transepto (espaço retangular entre a
nave e a capela-mor/altar mor, característico das igrejas mais antigas,
que possuíam sua planta central em forma de cruz, onde o transepto
corresponderia ao traço menor, horizontal; em igrejas mais pobres,
cuja estrutura foi simplificada, a nave – corredor entre os fiéis - não
se estreita), possui na altura do arco cruzeiro duas capelas simétricas.
Sua fachada sofreu influência direta daquela da Igreja de São Francisco,
então em fase de conclusão, especialmente no frontão, tendo ainda duas
torres de terminação piramidal. Em 1812, à época
da construção do Teatro São João, na área fronteira ao largo da
Igreja, é modificado o frontispício da Igreja da Barroquinha com a
introdução de janelas em arco pleno no coro. Em 1878 o mirante que havia
defronte à Igreja, que encobria toda a sua fachada, foi recuado deixando
livre a visão de seu frontispício. |
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FONTE:
PROJETO BARROQUINHA – IGREJA NOSSA SENHORA DA BARROQUINHA / ESPAÇO
CULTURAL. Memorial da Fundação Gregório de Mattos para captação de
recursos. Salvador, junho de 1999. |
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