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Apresentação Projeto Contato

Histórico

Área 2
Séc XIX aos dias atuais

A partir de meados do século XIX, a modernização da cidade acelera-se, e tem início um processo de desvalorização imobiliária do centro antigo, com a migração da população mais abastada para os novos bairros da periferia, e a ocupação dos antigos sobrados por uma população de menor poder aquisitivo. Modificações são também executadas no espaço físico da área em causa.

 No período da chamada primeira república (1890 – 1930) são feitas grandes obras de melhoramentos na cidade, concretizando o projeto de modernização. A implantação do sistema de transporte consolida os novos bairros, de características notadamente residenciais, e faz com que a área central se especialize como zona de comércio e serviços. Na segunda década, intervenções do poder público no distrito da Sé conferem nova fisionomia à área; a Rua Chile é alargada, e vários projetos são elaborados para a construção do Theatro Municipal – que deveria situar-se no local hoje ocupado pelo Cine Glauber Rocha – porém nunca executados. A escolha do local, porém, denuncia a vocação cultural da área.

 O cinema é uma das grandes contribuições dos italianos, alguns dos muitos estrangeiros que afluíam para Salvador neste período. Nas proximidades da Igreja da Barroquinha, em local que abrigaria o Theatro Municipal, é inaugurado em 1919 o Kurssal Bahiano que, do alemão pouco usual, traduz-se por “sala de espetáculos”, com todas as acomodações necessárias a um cine-teatro de categoria. Através de plebiscito, o cinema ganha novo nome: Cine- Theatro Guarany, que após um ano de funcionamento, já era o de melhor freqüência na capital.

 Em meados deste século, assiste-se a uma rápida diminuição da população residente na área, em virtude da ampliação do setor comercial e da prostituição, que passa a fazer parte do seu cotidiano. Por outro lado, a vida cultural deste trecho mantinha ainda sua dinâmica, apesar da ausência do teatro São João, demolido em 1923. Desse período é o antigo Cassino Tabaris, instalado no local hoje ocupado pelo Teatro Gregório de Mattos, freqüentado pela boemia soteropolitana, comparado em seu tempo aos grandes cassinos do país.

 A história recente da área mostra um contraponto entre o acelerado processo de degradação da Barroquinha, sob todos os níveis, e a adoção das primeiras medidas do poder público para reverter o quadro que se apresenta. O esvaziamento funcional do centro da cidade, onde o poder administrativo, o comércio de luxo e serviços dão lugar a um comércio mais popular, de grande rotatividade, contribui para a descaracterização dos imóveis; a venda de artigos de couro e folhas, que tinha também apelo turístico, mescla-se ao comércio variado de ambulantes, ocupando toda a ladeira da Barroquinha. É do final dos anos 80 a primeira proposta de recuperação da área, um projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, que visava recuperar o espaço do, hoje, Teatro Gregório de Mattos e a Igreja da Barroquinha,  apenas em parte executado.


FONTE: PROJETO BARROQUINHA – IGREJA NOSSA SENHORA DA BARROQUINHA / ESPAÇO CULTURAL. Memorial da Fundação Gregório de Mattos para captação de recursos. Salvador, junho de 1999. 

Histórico da Igreja

Área 1

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