| Apresentação | Projeto | Contato | |
|
Histórico |
|||
| Área 1 Séc. XVI ao Séc. XVIII |
|||
|
Desde os
primeiros tempos da fundação da cidade do Salvador que se tem notícias
da Barroquinha. Foi no trecho da encosta compreendido entre as gargantas
da Barroquinha e do Taboão, ponto estratégico cuja conformação
oferecia condições naturais de defesa, que em 1549 se implanta aquela
que deveria ser a “Cabeça do Brasil”, em conseqüência da falência
do sistema de capitanias hereditárias e da necessidade de centralização
administrativa da coroa, que decidiu fundar nova cidade, em ponto mais
interno da Baía de Todos os Santos, onde houvesse abastança de águas,
facilidades defensivas e portuárias. Em 1584, a Porta
de Santa Luzia – uma das portas da cidade no lado sul, no trecho
correspondente à garganta da Barroquinha – já é indicada por Gabriel
Soares como área limite da
cidade, cercada de ruas onde se implantavam comerciantes e os moradores da
terra.Esses limites são ultrapassados antes mesmo do final do século
XVI. Ao sul do eixo longitudinal que determinava a organização do espaço
urbano, implanta-se o Mosteiro de São Bento, fora das portas, sobre uma
colina. A rápida expansão da cidade torna a área
que antes era “Porta de Santa Luzia que segue para o São
Bento”, ou Porta de São Bento, um ponto de confluência que interligava
os caminhos do eixo principal da cidade, o Ribeiro das Tripas e a Conceição
da Praia, na Cidade Baixa. No início do século
XVII, porém, a área urbanizada apresentará processo de retração,
devido a invasão holandesa de 1624. Os bairros situados fora das portas são
praticamente destruídos e o sistema de fortificação da cidade reforçado.
A reconquista da cidade restabelece paulatinamente o ritmo de crescimento
interrompido. O represamento do riacho que nascia nos terrenos dos
beneditinos contribuiu muito para a expansão urbana no sentido leste, com
a conquista e ocupação dos bairros da segunda cumeada. A dificuldade,
porém, para a transposição deste dique, obrigou as forças de retomada
da cidade a se estabelecerem nos locais onde hoje situam-se os bairros da
Palma, Santana/Desterro e Saúde. Dessa forma, a garganta da Barroquinha
encontrar-se-á como ponto de articulação dos centros de atividade
urbana – os bairros da sé e da Praia (este, através das ladeiras da
Conceição e da Preguiça) – e os então vetores de expansão da
cidade. A área cresce,
adensa-se e consolida-se. É do início do século XVIII a construção da
Igreja da Barroquinha. No final do século XVIII, o Eng° José Antônio
Caldas, realizando para a Coroa levantamento dos bens dos jesuítas, já
se refere ao bairro de São Bento como “(...)
o de todos maior e mais aprazível(...)”. No início dos oitocentos,
na área fronteira ao Largo da Igreja da Barroquinha, de onde se
descortina generosa vista da baía, constrói-se o Teatro São João que
será, durante todo o século XIX, o centro de lazer e cultura da cidade. |
|||
|
|
|||
|
FONTE: PROJETO BARROQUINHA – IGREJA NOSSA SENHORA DA BARROQUINHA / ESPAÇO CULTURAL. Memorial da Fundação Gregório de Mattos para captação de recursos. Salvador, junho de 1999. |
|||
|
Copyright©1999.2-COM024/FACOM/UFBA |
|||