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A principal conclusão a respeito do radiojornalismo
na web é a sua descaracterização. “Neste
novo ambiente não podemos mais falar de ouvintes, mas de
usuários. Nem podemos falar em difusão, mas em disponibilização
de áudio”, colocou a pesquisadora do Grupo de Jornalismo
Online da Faculdade de Comunicação da UFBA, Raquel
Porto Alegre.
A mestranda analisa a Central Brasileira de Notícias –
CBN – presente
nas principais capitais, com afiliadas e correspondentes. Como ela
observou na CBN, as rádios na web podem ir além da
disponibilização de som. Há a possibilidade
de se encontrar também textos e imagens conjugadas às
“informações radiofônicas”.
Seguindo as características de navegação na
rede, as rádios online também perdem o que se pode
chamar “fluxo convencional” das informações.
“São novas concepções temporais que se
formam. Temos não só o áudio ao vivo, como
também as informações armazenadas”, salientou
Raquel. É um novo modelo de rádio, com arquivo. Uma
revolução quando, em rádios convencionais,
só se conservam as programações por uma ou
duas semanas.
Os limites de abrangência das rádios são desfeitos
na web. O alcance das rádios, até mesmo as comunitárias
ou rádios piratas, torna-se universal. Elas não mais
são dependentes da transmissão por ondas radiofônicas,
que têm alcance limitado. Para a mestranda, as comunitárias
são as que ainda mais se beneficiam com as possibilidades
da rede de computadores. Mas Raquel
Porto Alegre lamenta que este leque de oportunidades não
é ainda devidamente explorado.
Sobre a CBN, ela considera a rádio na web presa à
emissora convencional, sem que se utilizem todas as ferramentas
disponibilizadas. “É preciso se desvincular da rádio
tradicional para evoluir, explorando as características do
meio hipertextual”. Ela diz que o áudio da emissora
ainda pauta a rádio da rede. “A realidade do rádio
na rede é diferente. Temos uma realidade multimídia
que não é bem explorada”.
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