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Adaptando-se à internet como novo suporte para sua difusão, o rádio experimenta
um novo tipo de relação com seu ouvinte. Na rede, o termo ouvinte
é substituído por usuário, pois os internautas
não apenas ouvem passivamente o conteúdo de uma emissora. No universo
online eles navegam livremente pela rede de informações que se lhes
dispõem nos sites.
Nesse novo suporte, as rádios têm a possibilidade de oferecer além dos programas
em áudio, informações em forma de textos e imagens. As emissoras
podem dispor de home pages com imagens e informações sobre
sua programação e sobre o seu funcionamento, incorporando assim
a comunicação visual.
Tendo os recursos da web a disposição, as emissoras podem disponibilizar
informações sobre os horários de sua programação, a descrições dos
programas, chamadas das matérias, comentários, histórico, serviços,
além de informativos de como utilizar os recursos oferecidos pelo
site e os requisitos necessários para a sua utilização.
Heródoto Barbeiro e Paulo Lima no livro Manual de radiojornalismo: produção,
ética e internet, lançado em 2001 pela Editora Campus, atentam para
o futuro do rádio na era da internet. “A nova rádio terá de desenvolver
uma grande e excelente quantidade de serviços se quiser que internautas-ouvintes
estejam conectados”, dizem os autores. O núcleo de produção da rádio
para a internet, segundo eles, vai ser maior ou igual ao núcleo
que produz a divulgação sonora da rede.
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