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Para saber como as rotinas produtivas dos
jornais laboratório online de outras faculdades funcionam, visitamos
a turma da disciplina de jornalismo online na Universidade
Tiradentes, em Sergipe, sob o comando da professora Valéria
Mendonça.
O
fato de se tratar de uma universidade privada já deu algumas pistas
das diferenças entre como foi realizada a experiência do Panopticon
e a da Unit: os alunos tinham à sua disposição vinte computadores
de última geração conectados à Internet. Além disso, um sistema
automatizado permitia que todos os alunos pudessem atualizar o site
do jornal laboratório a qualquer hora, de qualquer computador em
rede, sem precisar saber nenhuma linguagem de programação. Com essas
condições, é possível explorar a fundo a instantaneidade, uma das características mais importantes do webjornalismo.
Tanto que, na manhã seguinte (um sábado), minha visita já estava
devidamente registrada com uma matéria no site deles.
No
entanto, no que diz respeito à hipertextualidade,
outra peça chave para o jornalismo plugado, o site da Unit ainda
é precário. Segundo a professora Valéria, o sistema de atualização
ainda não está preparado para criar links
e a maioria dos alunos não tem noções de html. Isso acaba trazendo
como conseqüência matérias muito parecidas com as da mídia impressa,
estáticas, imóveis.
No que diz respeito à multimidialidade,
a professora Valéria Mendonça afirma que, numa posição otimista,
até o final do ano, programas de radiojornalismo e de telejornalismo
já vão estar funcionando online no site do jornal laboratório.
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