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Quem é Luc de Heusch
Luc de Heusch, cineasta e etnólogo belga, virá ao Brasil para
participar da Conferência Geral do Documentário dias
19 e 20 de abril em São Paulo, e também participar do
Grupo de Trabalho Cinema e Vídeo do I Congresso Redecom-BA
em Salvador, no dia 30 de abril, com o vídeo Rwanda,
une Republique devenue folle (Rwanda, uma república
que enlouqueceu). .
Histórico do cineasta: "Assistente de Henri Storck (1947-48)
e aluno de Marcel Griaule na Soborne (1951-52), Luc
de Heusch é a um só tempo etnólogo e cineasta. Mas não,
como seu amigo Jean Rouch, um etnólogo-cineasta. Ele
segue duas vias traçadas no documentário pelo autor
de Symphonie pausanne e Monde de Paul Delvaux
(Henri Storck): de um lado, a observação do homem em
sociedade; do outro, a observação do artista em sua
solidão".
FILMOGRAFIA
Filme
Experimental
Perséphone.
1951. 16mm, preto e branco, 20'.
Poema dramático
sobre um tema mitológico.
Filme
para Crianças
Sarah
et Gaëlle ou les aaventuras du chasseur de lapins bruns
(Sara e Gaëlle ou as aventuras do caçador de
coelhos marrons). 1985. 16mm, colorido, 7'.
A partir de
desenhos de crianças, cria-se um pretexto para uma viagem
imaginária.
Arte
e Literatura
Michel
de Ghelderode (co-dirigido por Jean Raine).1957.
16mm,preto e branco, 22'.
Os fantasmas
de um dramaturgo, com a participação de Ghelderode alguns
anos antes de sua morte.
Magritte
ou la leçon de choses (Magritte ou a lição das
coisas). 1960. 35mm, colorido, 20'.
O universo
poético de Magritte, com a participação do pintor e
alguns escritores do grupo surrealista belga: Marcel
Lecomte, Scutenaire, Camille Goemans, Irène Hamoir.
Alechinsky
d'aprés nature (Alechinsky depois da natureza).
1970. 35mm, colorido, 14'.
O poeta belgo
Christian Dotremont, animador do movimento COBRA, inventa
uma escritura-desenho.
"Je
suis fou, je suis sot, je suis méchant", Autoportrait
de James Ensor ("Eu sou maluco, eu sou idiota,
eu sou malvado", Auto-retrato de James Ensor). 1990.
35mm,colorido, 55'.
A vida do
pintor James Ensor (1860-1949), contada por ele mesmo
através de suas obras, fotografias, de arquivos de filmes,
suas cartas, discursos e pronunciamentos.
O
Homem e a Sociedade: África
Fête
chez lês Hamba (Festa na casa dos Hamba). 1955.
16mm, preto e branco, 55'. Nova versão 1998.
Um dos raros
registros sobre a vida cotidiana e cerimonial de um
vilarejo da floresta do Congo, no fim da época colonial.
Rwanda:
tableaux d'une féodalité pastorale (Rwanda:
quadro de um feudalismo pastoral). 1955. 16mm, colorido,
45'.
Estória/conto
baseado nas relações sociais entre camponeses Hutu e
pastores Tutsi em 1900, a partir de um cenário de Jacques
Maquet.
Sur
lês traces du renard pâle (recherces en pays Dogon 1931-1983)
(Rastreando a raposa pálida -pesquisas em Dogon
1931-1983-). 1984. 16mm, colorido, 48'.
O nascimento
da etnologia francesa na falésia de Bandiagara a Mali,
com a participação de Germaine Dieterlen e Jean Rouch.
Une
Republique devenue folle (Rwanda 1894-1994) (Uma
República que enlouqueceu - Rwanda 1894-1994-). 1996.
vídeo, colorido e preto e branco, 75'.
História crítica
de Rwanda depois da colonização alemã até o genocídio
de 1994.
O
Homem e a Sociedade: Bélgica
Les
Gestes du repas (Os gestos ao se alimentar).
1958. 35mm, preto e branco, 23'.
Este filme
etnográfico nos envia a imagem do homem que come. Um
olhar agudo da Bélgica.
Les
Amis du plaisir (Os amigos do prazer). 1961.
35mm, preto e branco, 27'.
Etno-ficção:
retrato de uma pequena cidade belga (Moulbaix en
Hainaut) através da paixão do teatro amador.
Libre
examen, 1968 (Exame livre, 1968). 16mm, preto
e branco, 55'.
A contestação
dos estudantes na Universidade de Bruxelas em maio de
1968.
Lês
Amis du plaisir, 30 ans après (Os amigos do
prazer, 30 anos depois). 1995. 35mm, colorido e preto
e branco, 44'.
O retorno
a cidade de Moulbaix trinta anos depois das gravações
de "Amigos do prazer".
Ficção
Jeudi
on chantera comme dimanche (Na quinta cantaremos
como no domingo). 1967. 35mm, preto e branco, 90'. Roteiro:
Hugo Claus, Jacques Delcorde e Luc de Heusch. Múscia:
George Delerue. Com Marie-France Boyer e Bernard Fresson.
As chateações
de um motorista de ônibus (Bernard fresson) que, cansado
de transportar para a usina os trabalhadores do subúrbio
de Liège e cidades periféricas, aspira se tornar independente
quando acontece uma greve. Ele pagará muito caro por
sua independência. Retrato sociológico da sociedade
dita de consumo.
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