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Editoria

Nadja Vladi

Entrevistamos a editora do caderno dez, Nadja Vladi. O caderno é semanal e existe há um ano. Ela nos conta sobre o esforço que o caderno dez faz em mostrar uma cultura mais 'underground'. Além disso, comenta alguns enfoques mais gerais do jornalismo impresso e baiano.

1-) Como você vê o jornalismo impresso na Bahia? E seu alcance?

O jornalismo impresso baiano é voltado para o mercado local, o que é um bom caminho já que as pessoas querem saber mais sobre a cidade e o bairro onde moram. A carência de notícias do mundo e de outros estados, acaba sendo suprida com TV, internet e jornais de fora. Acho que falta ao jornalismo baiano mais análise (não achismo) em suas matérias e uma apuração mais detalhada. Também é preciso ouvir o outro lado, prática pouco comum nas redações.

2-) O jornalista precisa ter o diploma do curso para exercer sua função?

Estou mudando a minha opinião. Sempre achei que não precisava. Mas percebendo a realidade das redações dá para perceber que as pessoas que não são jornalistas escrevem em jornais. Então acho que analistas, críticos culturais enriqueceriam mais os jornais se tivessem outra formação. Mas acho que trabalhos como editor, repórter devem ser feitos por jornalistas formados. Mas é preciso que torne-se uma prática legal estágios nos jornais para que os futuros jornalistas ganhem prática. A constituição garante o diploma ao jornalista, por isso a liminar é inconstitucional.sua opinião em relação à polêmica liminar...)

3-) É possível acreditar na idoneidade da mídia?

A mídia é feita por pessoas que erram e acertam. É claro que as redações procuram se guiar de uma forma ética em relação aos conteúdos, mas também pesa o direcionamento político e econômico de cada meio de comunicação. É preciso ler jornal com espírito crítico, sempre.

4-) Como você observa a cultura na mídia? Há um espaço justo? E como esse espaço é explorado?

A mídia cobre o factual da cultura e isso não é suficiente. É preciso análises mais profundas e detalhadas de políticas culturais, movimentos artísticos. A passividade da imprensa nesta área é assustadora.

5-) Quais esforços o "A Tarde" tem mantido no sentido de dar espaço para essa área? Há alguns anos, não existia o caderno dez.

O Dez! existe há um ano e é um caderno voltado para o público jovem. Além de cultura também fala de escola, esporte, internet, sexualidade. Nossos assuntos são variados. TEmos um espaço para a cultural mais underground, que não está grande mídia

6-) Que critérios são utilizados para se fazer uma matéria sobre um evento?

A gente prioriza, como disse antes, ações culturais mais independentes com pouca repercussão nos meios de comunicação e procuramos optar por trabalhos com qualidade e quem não sejam caros.

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