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Mudança de Hábito
Jornalismo online. TV por assinatura. Briga por ibope. O panorama
jornalístico muda conforme seu tempo, sua sociedade e seus hábitos. Pouco,
ou quase nada, se mantém intocado. Pouca coisa, mas existe.
Há 15 anos atrás, mal existia Internet, quanto menos a disputa para
oferecer em primeira mão, pela rede, aquela notícia que todo mundo esperava.
Quem não lembra da terrível precipitação da UOL, que divulgou a morte de
Mário Covas antes dela se consumar? A notícia estava preparada para ir ao ar
pelo site assim que o então governador falecesse. Foi ao ar, por uma falha
do sistema, antes.
Muitos acham que o jornalismo online veio para substituir o velho jornal
impresso. As vantagens são evidentes. As informações podem ser dadas em
tempo real, o custo para o leitor pode ser reduzido a zero e não gastamos
espaço em nossa maleta de negócios. E ainda tem mais uma que quase ninguém
lembra: não suja as mãos.
Se faz necessário, entretanto, citar as desvantagens, pois certamente elas
são as responsáveis pela improbabilidade do fim do jornalismo impresso.
Diríamos, até, impossibilidade. Ainda que seja um veículo em franca
expansão, a Internet ainda está muito longe de alcançar toda a população. É
verdade que o jornal impresso também não atinge a todos, mas o analfabetismo
está mais próximo de se tornar obsoleto do que o computador substituir o
lápis e o papel.
Aqui na Bahia, um jornal detém a hegemonia, um luta por uma boa fatia do
mercado e outro apenas sobrevive. São eles, respectivamente, o "A Tarde", o
"Correio da Bahia" e a "Tribuna da Bahia". Todos se adequaram à realidade
online - não podemos exigir muito da Tribuna no quesito online, pois nem
mesmo o impresso funciona bem.
Uma prova de que o tempo passa e, mesmo assim, há o que se mantenha
intocado, é a situação que vivem A Tarde e Correio. Em pleno 2002, a posição
política ainda impera e controla a linha editorial deles. A diferença é que,
atualmente, as pessoas podem enxergar melhor a posição que cada um toma e
tirar suas próprias conclusões.
Existe, também, o que é conquistado e em seguida retirado. Após vários anos
de luta em busca da regularização da atividade jornalística, uma liminar
coloca em xeque tal avanço. Voltamos ao estágio em que não precisa-se de
diploma de jornalista para ser jornalista. Esse é um assunto para muita
argumentação. Na próxima atualização do site, comentaremos sobre ele. Por
enquanto, preferimos não interferir em sua opinião, que pode ser enviada
para nós.
O Press Bahia destina-se a discutir assuntos relacionados ao jornalismo
atual, principalmente o impresso baiano. Se você é parte de nosso público
alvo, fique à vontade e volte sempre. Caso contrário, acredito que não teria
lido esse texto inteiro com tanta paciência.
Grato,
Press Bahia*
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A TARDE |
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CORREIO DA BAHIA |
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TRIBUNA DA BAHIA |
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