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HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA
NO MUNDO
A
fotografia nasceu a partir da combinação de conhecimentos
óticos e químicos.
Desde o século IV a.C., já se tinha conhecimento de que,
ao deixar raios de sol penetrarem num quarto escuro, através
de um pequeno orifício, as imagens do exterior eram projetadas
no interior do quarto. Também se sabia que, quanto menor o orifício,
mais nitidez teria a projeção. Era a partir desse método,
denominado câmara escura, que, no século XI, os árabes
observavam os eclipses. Ainda assim, somente no século XVI, com
os estudos de Leonardo Da Vinci, essa "fotografia primitiva"
começou a se desenvolver. Como projetista e pintor, Da Vinci
fez uso dessa técnica para, aproveitando a projeção
de imagens, poder desenhar seus contornos.
Foram criados modelos portáteis de câmara escura, substituindo
os quartos escuros por pequenas caixas. O homem começou a se
interessar cada vez mais pela fotografia e novos aparatos, como o encaixe
de lentes no orifício de projeção, foram criados
para dar mais nitidez à imagem.
Esse processo ótico, porém, só começou a
tomar a forma da fotografia como nós conhecemos hoje, através
da incorporação, no século XVIII, do princípio
da ação química da luz.
Johann Schulze, em 1727, descobriu que a luz provocava o escurecimento
de certos sais de prata. Sessenta anos depois, Thomas Wedgewood, projetando
uma imagem numa folha de papel mergulhada numa solução
de nitrato de prata, conseguiu fixar a imagem em negativo: as partes
brancas da folha escureceram em contato com a luz, enquanto as partes
em que a imagem estava projetada mantiveram-se brancas por não
terem contato com a luz.
Joseph Nicéphore Niepce, no século XIX, iniciou um processo
de fixação que foi depois aperfeiçoado por seu
discípulo, Louis Jacques Mandé Daguerre. Daguerre, em
1826, foi o primeiro a conseguir fixar as imagens satisfatoriamente,
através da inserção de uma placa metálica
prateada sensibilizada por vapores de iodo. A invenção
foi batizada de daguerreótipo, em sua homenagem. Daguerre aperfeiçoou
esse processo ao expor a placa metálica a vapores de mercúrio
que acentuavam ainda mais os contornos da imagem.
Em
1841, William Henry Fox Talbot, visando diminuir custos, trocou a chapa
metálica pelo papel. Ele criou um técnica de passagem do
negativo para o positivo que ainda hoje é utilizada, com algumas
modificações, mas mantendo-se a base. Talbot passou a fotografar
a imagem duas vezes, obtendo um primeiro negativo, para depois passar
para o positivo.
O grande desafio dos fotógragrafos então era conseguir
fotos coloridas, pois até 1860, as fotos eram pintadas à
mão. A primeira fotografia à cores foi tirada por James
Clerk Maxwell, na Escócia. Para consegui-la, Maxwell teve que
fotografar o objeto três vezes, com filtros contendo líquidos
de cores diferentes (vermelho, azul e verde), e projetá-las ao
mesmo tempo. Só trinta anos depois esse processo começou
a ser feito com uma única projeção.
Com a descoberta do celulóide, em1873, as fotos ganharam ainda
mais qualidade pela maior flexibilidade, resistência e transparência
desse material em relação ao papel comum. Foi a partir
daí também que a fotografia tornou-se de mais acessível,
pois as películas de celulóide passaram a ser comercializadas.
No século XX, surgiram as películas à cores, as
conhecidas kodak.
FOTOGRAFIA
DIGITAL
Com
a revolução tecnológica, surge a fotografia digital,
transformando as técnicas convencionais de fotografar. Ao invés
da película normal, a máquina digital possui mídias
removíveis que guardam as imagens que serão depois transferidas
para um computador. As vantagens são muitas: não há
custo com a revelação, e as imagens podem ser manipuladas
e transformadas na tela do computador. O problema é que essa tecnologia
ainda custa caro e a qualidade, comparada com as imagens captadas por
máquinas tradicionais, ainda é inferior. A rapidez com que
o campo digital tem se desenvolvido, contudo, nos leva a pensar que em
breve esses problemas serão superados.
NO BRASIL
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