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O tema "nouvelle vague" há algum tempo rondava minha mente como se insistisse por atenção. O ciclo Doinel de Truffaut tinha acabado de ser exibido na Sala de Arte do Baiano de Tênis (um dos poucos cinemas de arte existentes em Salvador - aproveito para registrar desde já minha indignação perante o assunto) e eu tinha ido assistir a todos os filmes: meu primeiro contato com o cinema dos jovens diretores franceses da década de 50. Eu tinha me encantado! A realidade empírica traduzida com fidelidade e, sobretudo, simplicidade pela mais fascinante de todas as formas narrativas - o cinema - havia invadido meus sentidos na sala de projeção e, invariavelmente, me despertado para a significativa existência das sutilezas da vida.
Interessei-me em pesquisar a vida e obra do diretor e logo descobri a, então desconhecida por mim, nouvelle vague. Devido a minha idade (estava perto dos 19 anos) era perdoável a minha ignorância, porém não me dei por satisfeita e procurei conhecer os demais diretores do movimento.
Foi quando, na aula de Oficina de Comunicação Audiovisual (da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia), veio a notícia: "vocês deverão fazer um site em dupla como conclusão do módulo de web desing", disse a professora. Leo (Leonardo Maia, a figura mais crítica, divertida, de humor negro apurado e com quem eu já me identificava bastante) seria meu parceiro.
Depois de alguns dias, como quem não quer nada, sugeri: "a gente podia fazer um site sobre a nouvelle vague...". Ele recusou. Droga! Pensamos em falar sobre o Jimi Hendrix, em fazer um site pessoal com as preferências de cada um em termos de melhores filmes, melhores bandas e escritores... até que não tínhamos mais um tema. Vencido pelo cansaço, Leo deu uma chance à nouvelle vague.
O resultado de nossas pesquisas (prejudicado pela escassez de tempo devido ao prazo de entrega do site e pela quase ausência dos filmes nas vídeolocadoras), de madrugadas em frente ao computador e da fundamental ajuda do meu amado namorado Renato Gaiarsa é esse aí. Esperamos que seja útil e que os leitores escrevam mandando construtivas sugestões ou criticando impiedosamente nosso tão amado site.
Paula Cruz
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