A Criançada

Crianças e jovens sofrem mais diretamente com as conseqüências do HIV-AIDS. Além das condições sociais serem desfavoráveis, o tratamento convencional da doença modifica o dia-a-dia. A rotina é de horários rígidos, há dificuldade de aceitação por seu meio social, e possíveis doenças oportunistas podem aparecer.

Essa epidemia se expande por causa de fatores tais como: falta de estrutura familiar, de perspectivas; dificuldade no estabelecimento da auto-estima e na adesão ao tratamento; além de toda os problemas que a doença já trás consigo.

Ou seja, o vírus da AIDS, malvado e muito chato, atrapalha os estudos, as amizades, o namoro e até as brincadeiras. Sem poder fugir dele, a criança terá que conviver frequentemente com a realidade hospitalar, o que acrescenta ainda mais tensão e ansiedade a esta realidade de vida que se apresenta. É por isso que as atividades de descontração tornam-se mais do que úteis, quase necessárias, para ajudá-las nestes momentos da vida.

As crianças em sua maioria não estão cientes da sua condição de sorologia. Fazem atendimento ambulatorial, tomam a medicação, mas não sabem da importância do tratamento. Por isso, de vez em quando, levam uns "puxões de orelhas" nossos, quando não querem tomar os remédios, desobedecendo seus cuidadores.

 
Agradecimentos | Os voluntários