Faculdade de Comunicação - UFBA
 
 

Verso & Prosa

O bairro preferido dos artistas não poderia ficar sem homenagens. Seja em verso ou seja em prosa, o Rio Vermelho está imortalizado nos corações de quem o conhece e nos versos de quem o descreve.

Morena do Rio Vermelho (Osvaldo Fahel)
Morena bela do Rio Vermelho/Teu lindo olhar é um espelho/ Onde vejo o luar/ Tu tens nos olhos o verde do mar /E verde mar dos teus olhos morena /Eu queria me afogar /Quisera ser um chorão/ Cantar minhas mágoas /Numa canção viver.../ E morrer prisioneiro/ Entre as paredes do teu coração.
Vestígios - Manoel Antonio Neto
Juntando pedaços/ Tecer paciente o fio da história/ Mares Mortos/ Ruas de outrora /Vivos portos/ Compor com cuidado o painel/ Da memória. /Reunindo palavras /Cerzindo lembranças/ Entre traças e tranças/ Recompor com desvelo os cristais /Da esperança./ Recriando o espaço/ Resgatar /Os vestígios do Rio Vermelho./ Pedra que marca - leito/ Cama - Camarujipe.
(Aloysio Lopes Pereira de Carvalho)
Não tenho condescendência / A crise não me extermina/ Amanhã estou na essência/ Bancada na Paciência Mariquita e Amaralina/ A vida só mesmo assim! /Assim eu faço e aconselho /A segunda do Bonfim /Já não bastava para mim /Foi preciso Rio Vermelho!...
A CASA DO RIO VERMELHO (Zélia Gattai)
Livro que conta recordações do casal na morada do Rio Vermelho.A própria aquisição do imóvel rende uma boa história: Jorge Amado "vendera à Metro Goldwin Mayer os direitos autorais de seu romance Gabriela, cravo e canela. Não recebera o dinheirão que se poderia imaginar, mas lhe pagaram o suficiente para adquirir uma casa na Bahia. 'Comprarei essa casa com o dinheiro do imperialismo americano', dizia, rindo." Leitura interessante para quem já conhece o lugar e para quem deseja conhecer um pouco mais de sua história.
 

 

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