Faculdade de Comunicação - UFBA
 
 

Curiosidades

A história de Diogo Álvares Corrêa, o náufrago mais famoso da costa brasileira, se deu no Rio Vermelho. Depois de naufragar, o jovem buscou abrigo na Pedra da Concha, um rochedo que existia na Praia da Mariquita e foi encontrado pelos índios tupinambás que ali residiam. Ficou amigo dos índios, recebeu um nome indígena e desposou Catarina Paraguaçu. Foi no Rio Vermelho que surgiu um dos casais mais conhecidos da Bahia colonial.


O nome Mariquita vem da palavra tupi mairaquiquiig que significa "lugar que dá peixe miúdo". O peixe miúdo em questão é a petitinga, que dava em grande quantidade em certas épocas do ano nessa praia.
A origem do nome Rio Vermelho vem da palavra tupi Camorogipe, que indicava um rio de águas barrentas e piscosas. Conhecido como Rio das Tripas, hoje é um esgoto a céu aberto. O rio que batiza o bairro possui várias grafias: Camaragipe, Camarujipe, Camaragibe, etc. A que prevalece no entanto é Camarujipe, divulgada popularmente. E a voz do povo é a voz de Deus.
Em uma determinada área do bairro as ruas possuem nomes de cidades do interior da Bahia: Rua Alagoinhas, Rua Itabuna, Rua Jequié, etc. A tranqüilidade de tais ruas faz jus aos nomes.
Dois de fevereiro é o dia reservado para dar presentes a Iemanjá, mas os pescadores fazem agrados a Mãe D'água o ano inteiro com perfumes e outros objetos que são acumulados na Casa do peso até encher um balaio, que será "arriado" no fundo do mar, como dizem os habitantes. No local hoje chamado Pedra da Sereia havia uma gruta, parecida com uma casa. Os pescadores chamavam de casa da Mãe D'água e deixavam os presentes ali.
O Rio Vermelho antigamente era repleto dos mais variados esportes: cricket, na atual praça Duque de Caxias; futebol no antigo prado do Rio Vermelho e golfe, os três trazidos pela colônia inglesa. O atual parque Cruz Aguiar era um imenso hipódromo, com apostas e corridas de cavalo. Hoje o esporte mais praticado é o surfe.
No tempo em que não havia água encanada, a Fonte do Cabussu fornecia água cristalina, para ser vendida nos Barris. A fonte foi soterrada, onde hoje há o Parque Lucaia.
A fama de bairro pacato foi abalada na década de 50 por três crimes: o da Rua Jequié, o da Frazer cinzento e o do motorista. Onze anos depois ocorreu o Crime do natal, em que um homem cumpriu sua promessa de morte em decorrência de uma briga. Outro crime famoso é o do embaixador, que teve como vitima o embaixador do Haiti Delorme Méhu. Os dois últimos crimes aconteceram na porta de bares do Rio Vermelho.
 

 

| Home | Histórico | Serviços | Verso & Prosa |
Copyright © 2001
Produzido por Clarissa Borges e Saara Brito