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Estresse e Alimentação

O estresse é uma reação do nosso organismo a um fato que mude nossa rotina. Problemas de relacionamento familiar, baixa auto-estima, sensação de desajuste em relação ao mundo, ou até mesmo uma situação de felicidade, medo ou perda podem estar ligados ao estresse.

Excesso de trabalho não significa necessariamente estresse, mas a maneira como se lida com os problemas, não desconsiderando os maus hábitos. Ele geralmente se manifesta como sensação de fadiga, cansaço, irritação, ansiedade, tensão muscular, palpitação e tremores. Embora alguns médicos receitem remédios contra o estresse, não há exames laboratoriais que o detectem como uma causa física. O estresse pode não ser a causa direta da doença, mas prepara o terreno para seu desenvolvimento, alterando também o humor, a fome e o sono, e pode desencadear dores de cabeça ou nas costas, perda ou ganho de peso, perda de memória, problemas de pele, asma, alergias e até hipertensão. Quando o corpo enfrenta situações de estresse, consome tudo o que tem de melhor.

Reservas de nutrientes como magnésio, cálcio, ferro, vitamina C e vitaminas do complexo B, entre outros, são empregadas na reação ao estímulo estressante. Especialistas afirmam que, além de repor essas reservas, a alimentação pode ainda ser um aliado na prevenção e, quem sabe, no combate ao estresse. O fator mais importante é a combinação do betacaroteno, vitamina C, vitamina E e selênio que trabalham em conjunto como antioxidantes diminuindo a produção dos radicais livres

Alguns alimentos são fundamentais para nos livrar do mau-humor, da ansiedade e do cansaço, ou seja, ajudam a vencer a batalha diária contra o estresse. Frutas cítricas, como laranja, abacaxi, maracujá, acerola, morango, ricas em vitaminas do complexo B (agem como antidepressivos e melhoram a disposição mental), em cálcio (garante um bom sono, além de ser relaxante muscular) e em vitamina C (ajuda na manutenção do sistema nervoso, combate radicais livres e ajuda na absorção de ferro vegetal) . O talo do alface tem lactucina, substância que funciona como calmante. Além disso, o alface é rico em folato, tiamina e riboflavina. A falta desses alimentos causa depressão, confusão mental e cansaço. Espinafre, couve manteiga, beterraba, tomate, pimentão, cenoura e outros vegetais de cores fortes, como amarelo, verde e vermelho, contêm potássio, ácido fólico, magnésio, folato, cálcio e vitaminas A, C e do complexo B, que ajudam a estabilizar a pressão e garantem o bom funcionamento do sistema nervoso.

A proteína animal, tanto em carne branca quanto em vermelha, é de alto valor nutritivo, possuindo niacina, uma vitamina do complexo B. Ricas em ferro e cobre, as vitaminas do complexo B combatem a anemia e contém zinco, que combate os radicais livres e retarda o envelhecimento. Seus aminoácidos favorecem o bom desenvolvimento do cérebro. A carnitina, outra vitamina do complexo, desempenha papel de transporte do grupo acetilcolina, contribuindo para o bom humor.

Os frutos do mar têm, em sua composição, zinco e selênio, que agem no cérebro, ativando a memória, diminuindo o cansaço e a ansiedade. Os peixes também são fonte de vitamina A. Os nutrientes do ovo, tiamina, niacina, ácido fólico e acetilcolina, garantem o bom humor. A carência desses elementos pode causar apatia, ansiedade e até perda de memória. Leite e derivados são ricos em vitamina do complexo B e cálcio, que garante um bom sono. Café, chá mate e preto, chocolate, refrigerante contêm cafeína, droga que estimula a atenção e afasta a fadiga, embora muitos médicos afirmem categoricamente que a cafeína tem efeito paliativo: excita, mas, em seguida, provoca cansaço. Em todo caso, é conveniente não abusar do seu consumo.

Afirma-se também que a ingestão de açúcar dispara a liberação temporária de endorfinas, substâncias que causam sensação de bem-estar. Algum tempo depois, o nível de endorfinas no organismo cai abaixo do normal e a pessoa voltaria a querer comer um doce, pois pensa que assim se sente melhor. Na verdade, estaria obrigando o organismo a enfrentar altos e baixos o tempo todo e a encontrar mecanismos para se adaptar a eles. Portanto, deve-se evitar o açúcar, principalmente os que passaram por processos de refinamento.

Em contrapartida às controvérsias em relação à cafeína e ao açúcar , a água é tida como o elixir da vida. Sem exageros, a ingestão de água deve ser feita em grandes doses ao longo do dia. Porém, alimentar-se bem não é, unicamente, garantia para uma melhor qualidade de vida.

Seria uma incoerência falar de uma alimentação saudável e balanceada, sem levar em conta que é necessário praticar atividades físicas e mentais regulares, aprender a relaxar, a procurar algum tipo de hobbie, etc.

Diante do estresse, é preciso uma mudança imediata de hábitos, mas é indispensável consultar um médico para a formulação de uma dieta adequada.

 
 
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