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Molas
/ Mosquetões
Mosquetões de alumínio ou aço são bastante comuns. Sua construção é bastante
simples, constituindo-se de um anel com abertura e trava, por onde são
presos objetos e cordas. Existem os que tem travas de segurança com molas
ou roscas.
Nos E.U.A., os mosquetões estão sujeitos à U.I.A.A. (Union Internacional
Association of Alpinists) devendo ter como limites mínimos de resistência
os valores:
- 1.152 Kgf no eixo principal com trava aberta;
- 2.190 Kgf no eixo principal com trava fechada;
- 600 Kgf no eixo menor (também para impacto ou choque).
Os mosquetões devem preferencialmente ter marca de fabricante impresso
no eixo maior.
O formato "D" é o mais resistente estruturalmente.
A carga máxima é sempre calculada sobre o eixo maior.
O formato "D" faz com que a carga seja transferida para o eixo oposto
da abertura, seu ponto mais fraco.
Abertura
da trava
A trava deve ser de fácil abertura, devendo abrir suavemente,
mesmo sob carga, para possibilitar a colocação de outras cordas ou cabos,
enquanto suspenso no ar.
Caso a trava não abra com facilidade, poderá estar ocorrendo algum problema,
tal como alongamento do material ou outros; inspecionar equipamento.
Recomendações
técnicas
Evite qualquer impacto no material (batidas, quedas
e etc.)
Inspecione seu fecho: haste, pino, eixo, entalhe da trava e alinhamento.
Observe a geometria do mosquetão (alongamento / deformação).
Tenha
sempre em mente esses 9 itens:
1- Caso necessite utilizar
dois ou mais mosquetões em um mesmo ponto de apoio, coloque-os paralelamente
com os fechos em roscas invertidos, evitando possíveis aberturas num dos
lados;
2- Nào utilize mais de dois mosquetões em
sequência, num mesmo ponto, pois a ação de atrito poderá aplicar força
excessiva nas travas;
3- mantenha as travas fechadas (rosqueadas
quando possível) para evitar acidentes;
4- Não aplique carga tridimensional em um
mosquetão;
5- Não coloque objetos junto as travas;
6- Quedas ou impactos poderão provocar fraturas
capilares (fraturas internas);
7- No caso de deslize em cabos aéreos, observar
o sentido de fechamento de rosca idêntico ao sentido do deslize para evitar
abertura do fecho;
8- Condene equipamentos quando apresentarem
ferrugem;
9- Mantenha os equipamentos ligeiramente
lubrificados.
Armação
de circuitos (Ancoragem):
No circuito vertical o cabo é fixado
apenas no ponto superior, ficando a extremidade inferior livre.
A fixação de um cabo para armação de um circuito deve obedecer algumas
normas que visam dar maior segurança a qualquer cabo utilizado em circuito,
a saber:
1- Utilizar
sempre que possível a armação do circuito com 02 (dois) cabos paralelos;
2- Os cabos utilizados devem suportar no
mínimo 10 (dez) vezes a carga útil de trabalho, bem como seus pontos de
fixação;
3- Utilizar nó e/ou amarração conveniente,
sempre com arremate;
4- Proteger os cabos de arestas vivas, chama,
locais cortantes, aquecidos e outros;
5- Eleger o local de fixação do cabo e após
a confecção do nó e/ou amarração conveniente, se possível, executar em
um ponto diferenciado uma segunda amarração adequada;
6- Quando no local não existir pontos de
amarração adequado, lançar mão dos meios de fortuna existentes no local.
Para a armação desse tipo de circuito utiliza-se um nó ou amarração para
fixação de cabos, enquanto o outro chicote é lançado para baixo. Deve-se
ter o cuidado de não deixar sobra em demasia no solo, pois com a execução
de descidas o cabo tende a sofrer torções que tomarão as descidas cada
vez mais difíceis de serem executadas.
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