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No entanto, a maior diferença da Timbalada com relação ao Olodum e ao Ilê Aiyê reside no fato de que, enquanto estes últimos têm o seu foco de interesse na afirmação da Negritude (restrita, no caso do Ilê, e de quem se solidariza com a causa e cultura negras, no caso do Olodum), a Timbalada enfoca a condição do ser humano enquanto marginalizado. Isto explica o porquê da Timbalada valorizar tanto a comunidade onde surgiu e o porquê, na banda, do fato de os músicos serem tão valorizados individualmente, enquanto tais, e não apenas enquanto componentes de um conjunto.
Esta noção de comunidade unida em torno de um objetivo comum é marcante em Brown e o seu discurso étnico, incorporado à Timbalada, é bem peculiar. "Pobre, semi-analfabeto, vendendo picolé em escolas, Brown é um sobrevivente que se tornou empreendedor", como afirma a revista Playboy, à qual ele concedeu uma entrevista em fevereiro de 1999: "Sou miscigenado. (...) Como miscigenado, tenho direito de ser aquele que mistura tudo. Acho que sou um punheteiro das palavras", afirma Brown.
Quanto às suas condições de vida durante a sua infância e adolescência, Brown diz: "(...) nunca tive essa visão, assim, de pobre. Essa visão que nego tem... dessa tristeza, dessa miséria. Não: aquilo foi uma experiência, eu enfrentei aquilo." Esta concepção pode ser analisada sob dois aspectos: o trato social dispensado por Brown e pela Timbalada na comunidade e a natureza de suas canções, destinadas essencialmente ao mero consumo.

 
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Para saber mais sobre o criador da Timbalada, Carlinhos Brown, visite o endereço:
http://www.geocities.com/Broadway/4935/brown.htm

 

 
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Informações com Viviam Cruz Pimentel de Matos e Mariana Luz Donato