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FUTEBOL É CASO DE POLÍCIA

 

As encrencas causadas pelos praticantes do futebol de rua atormentam qualquer morador da vizinhança. Se o prazer é imenso para quem joga, a irritação é profunda para quem não tem nada a ver com a história. Vidraças quebradas, brigas, gritarias, tudo isto tem gerado problemas desde que o futebol chegou na Bahia. No dia 23 de julho de 1953, o jornal "A TARDE" publicava uma interessante nota, intitulada "Capadócios à solta na Lapinha." Nela, encontramos um importante registro sobre a prática dos babas. Numa cidade pacata como Salvador, não eram poucos os problemas causados pelos jogos. Leiam a íntegra :

"Quartel-general da molequeira que infesta a zona, o Largo da Lapinha vem se tornando um lugar impróprio para as famílias. Dia e noite os capadócios, a cuja frente estão alguns moços que se dizem de família, pertubam o sossego público, jogando futebol, depredando as janelas, proferindo obscenidades e agredindo a quem reclama contra as suas tropelias. Ainda há pouco, para a comemoração do Dois de Julho, a prefeitura teve de mandar restaurar bancos e cúpulas de iluminação arrebentadas pelos vândalos, e já alguns foram novamente quebrados. Durante alguns dias estiveram ali destacados alguns guardas-civis, mas alguns dos prepostos, por vezes aderiram às palestras em voz alta , mal se afastaram , o futebol recomeçava. A polícia de Costumes faria um grande serviço visitando aquele local e levando ao xadrez os desabusados."

 

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