Há mais de 75
anos atrás, um pouco antes do início da I Guerra Mundial, um grupo
de 74 americanos viviam em Paris e trabalhavam voluntariamente como
motoristas de ambulância. Este grupo ficou conhecido como American
Field Service, cuja missão era transportar soldados franceses feridos
da frente de batalha para as unidades móveis de Hospital. No fim
da guerra, este número cresceu para 2.500 voluntários. Eles não
impunham arma. Eles tinham uma missão de compaixão e não de conflito.
Durante a II Guerra Mundial, todas as forças voluntárias do American
Field Service estavam estacionada na Europa, Siria, África do Norte
e Índia. Quando a guerra acabou em 1945, os voluntários do AFS não
queriam abandonar a tradição do serviço internacional. Eles queriam
mudar o foco mundial de hostilidade para amizade. Os fundadores
do AFS tiveram então uma idéia simples e fantástica.
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Volutários
durante a Guerra
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Se gerações
futuras pudessem desenvolver uma empatia mútua através do entendimento,
reconhecimento e apreciação das diferenças entre as nações, então
talvez guerras futuras pudessem ser evitadas. Eles então começaram
o programa de intercâmbio em 1947, levando estudantes secundaristas
de 10 países diferentes para os Estados Unidos para um ano de experiência
intercultural. As antigas nações inimigas do Japão e Alemanha logo
estavam enviando participantes, uma idéia audaciosa tão pouco depois
da Guerra. Hoje um total de 250.000 participantes fizeram parte
do intercâmbio cultural oferecido pelo AFS Intercultural Programs
uma organização formada em 1947 para facilitar o intercâmbio de
estudantes, e para a qual centenas de milhares de voluntários em
todo o mundo tem doado seu tempo e energia para assegurando assim
o sucesso dos programas. Neste momento, estudantes do AFS estão
aprendendo a entender e a falar mais de 40 línguas. Muito mais importante,
eles estão se tornando fluentes na linguagem da tolerância. Uma
modesta idéia que nasceu das cinzas da guerra, o AFS hoje, com escritórios
em 55 países, é líder no campo do intercâmbio de cidadãos do mundo.