CAPA TROPICÁLIA 30 ANOS AS ARTES

TROPICÁLIA

A realidade tropical nacional se apresentava numa forma de "geléia geral", descontínua e heterogênea, tão fragmentada que às vezes até contraditório, reflexo de uma busca constante por uma identidade nacional e uma política mais justa e democrática.

Estas novas idéias se refletem nos mais diversos campos artísticos, como é o caso do cinema novo, de Glauber Rocha, que faz severas críticas à transformação ("redução") da obra de arte em instrumento político. Terra em Transe, exibido em 1967, demonstra a descrença na política, a busca de uma nova linguagem e a presença do misticismo, características que já apontam para o Tropicalismo.

Nas artes plásticas vale ressaltar a figura de Hélio Oiticica, que em abril de 67 apresenta no MAM uma espécie de labirinto, que buscava envolver o público com imagens tropicais, nostálgicas e lúdicas, estas que anunciavam um futuro próximo, industrial e tecnológico, representado pela TV. A propósito esta obra de arte se entitulava "Tropicália".

Também o teatro se envolveu numa busca de uma estética tropicalista. Exemplo disso é a montagem da peça "O rei da vela", por José Celso Martinez Corrêa, em 1967, que explora o universo dos países dominadores em relação às suas "colônias".

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